A Anvisa aprovou o uso do donanemabe, medicamento inédito contra o Alzheimer, comercializado como Kisunla pela farmacêutica Eli Lilly. Indicado para pacientes em estágio inicial da doença, o tratamento é o primeiro no país a atuar na remoção de placas amiloides no cérebro.
Estudos mostraram que o donanemabe reduziu em até 35% a progressão da doença em pacientes com menos proteína tau e em 22% na população geral, além de diminuir em até 39% o risco de avanço para estágios mais graves. A remoção das placas foi significativa após 6, 12 e 18 meses de uso.
O remédio é aplicado por infusão mensal e pode causar efeitos colaterais como inchaço cerebral, pequenos sangramentos, reações alérgicas e dor de cabeça. A aprovação é considerada um marco na neurociência e na busca por tratamentos modificadores da doença.