Uma revelação bombástica mostrou que a conquista do título mundial de Lewis Hamilton no último domingo poderia nem sequer ter acontecido. Dois dias após o feito do piloto da McLaren, Anthony Hamilton revelou que pensou seriamente em tirar o filho da Fórmula 1 em virtude do grande número de insultos recebidos durante os últimos dois anos.
Desde que estreou na categoria em 2007 e começou a desafiar seu então companheiro de equipe, Fernando Alonso, Lewis Hamilton, tem sido alvo de ataques de alguns espanhóis – como ficou comprovado pelos insultos racistas que recebeu em testes na Catalunha, em fevereiro passado, e pelo site espanhol que foi fechado na última semana por ofender o atual campeão do planeta.
Esse mau tratamento reservado ao filho quase o fez deixar as pistas, segundo garantiu Anthony nesta terça. “Pensei seriamente em tirar Lewis deste ambiente: são muitos insultos sem sentido”, afirmou o pai do representante da McLaren à imprensa britânica. “Começava a pensar que talvez não fosse o lugar certo para nós. Somos pessoas do bem e, como pai, sinto ter responsabilidades”.
O tratamento despedido por boa parte do público brasileiro, que vaiou o piloto ao fim da prova em Interlagos, também não agradou a Anthony. “É uma vergonha que o público tenha feito aquilo. Eles deveriam ser esportistas justos”, afirmou ele, que acompanha a carreira do filho desde 1993, data do início no kart.
Além dos problemas já citados, o pai de Lewis ainda revelou não ter gostado de outras ocorrências no Brasil, como aquela em que o jovem recebeu um gato preto, sinônimo de azar, do programa Pânico na TV durante entrevista coletiva. “Tivemos que suportar muitos insultos não apenas nas últimas semanas, mas também nos meses precedentes. Se há gente que não gosta de nós, tenho pena deles, e espero que Deus os perdoe”, concluiu o chefe da família Hamilton.