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Brasil

ANM nega risco a barragens após vazamentos em minas da Vale em MG

Agência afirma que ocorrências não comprometeram estruturas de contenção, enquanto Vale suspende operações em Congonhas.

Redação Jornal de Brasília

27/01/2026 13h09

agencia nacional de mineiração anm

– Foto: Ricardo Botelho/MME

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que os vazamentos de água registrados em minas da Vale, no município de Congonhas (MG), não afetaram as estruturas de barragens ou pilhas de mineração. O incidente ocorreu no Complexo Mina de Fábrica, entre Congonhas e Ouro Preto, e na Mina Viga, também em Congonhas.

Nos últimos dias, dois vazamentos foram reportados. O primeiro, na Mina de Fábrica, envolveu o rompimento de uma barreira de contenção, liberando cerca de 263 mil metros cúbicos de água turva contendo sedimentos e materiais de beneficiamento. O material atravessou o dique Freitas, impactando uma área da mineradora CSN em Ouro Preto e alcançando o rio Goiabeiras, que passa pela zona urbana de Congonhas, antes de se juntar ao rio Maranhão.

Menos de 24 horas depois, outro vazamento ocorreu em um sumidouro da Mina Viga, localizada na estrada Esmeril, a 22 km do primeiro local. A Vale comunicou que os extravasamentos foram contidos, sem feridos ou impactos diretos em comunidades próximas. A empresa enfatizou que os incidentes não envolvem barragens, que permanecem estáveis e monitoradas, e que não houve carreamento de rejeitos, apenas água com sedimentos. As causas estão sob investigação, com medidas preventivas a serem incorporadas.

Em resposta, a prefeitura de Congonhas emitiu ofício determinando a suspensão das operações nas unidades de Fábrica e Viga, além de medidas emergenciais de controle ambiental. A Vale confirmou a paralisação e comprometeu-se a colaborar com as autoridades. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, cobrou da ANM uma solução imediata para o caso da Mina Viga, considerando inclusive a interdição se necessário para proteger comunidades e o meio ambiente.

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