“Naquela época a gente perdeu porque nosso time era pior mesmo. Agora estava muito mais equilibrado, eu diria que 50% para cada lado. Brasil e Rússia atualmente são as duas melhores equipes do mundo”, comentou a jogadora, que elogia o atual grupo. “É um time que está em fase de formação, mas é muito bom”, emendou.
“É difícil comparar, mas essa geração evoluiu em muitos aspectos com relação à minha. O bloqueio, o saque, o sistema defensivo estão bem melhores agora. Elas podem não ter a nossa versatilidade no ataque, mas apresentaram uma grande evolução técnica”, analisou Ana, que deu a dica. “Elas têm que aprender essas lições e amadurecer com a tristeza”, completou.
Por outro lado, para ela, a pouca experiência da equipe – apenas com Fofão e Walewska são remanescentes da velha geração – pesou na hora de decidir. “Faltou um pouco de maturidade para lidar com a pressão. Se franco-atirador é mais fácil que estar a dois pontos de fechar o jogo. As russas costumam jogar com as melhores do mundo na Itália. Sem contar a Godina e a Sokolova que estão há pelo menos seis anos como titulares”, explicou.
Moser ainda aponta a falta de adaptação das jogadoras nacionais para a mudança de postura das atacantes russas depois da derrota na segunda fase do torneio. “No outro jogo, as russas estavam usando a bola na paralela e na final jogaram mais no bico da quadra. E nós não nos demos conta dessa mudança de tática individual das atacantes russas. Se o bloqueio tivesse dificuldade, talvez conseguíssemos colocar mais pressão nelas. O vôlei de alto nível é como um jogo de xadrez”, afirmou.
A ex-atleta ainda criticou a escolha da melhor jogadora do campeonato, a levantadora japonesa Yoshie Takeshita. “Ela é uma excelente jogadora, mas não dá para comparar com qualquer uma que estava em quadra na final. Às vezes, estes prêmios individuais são acertados. Em outras são políticos”, apontou.