Eles também qualificaram de histórica a revogação da resolução pela qual a ilha foi expulsa do organismo em 1962.
Os ministros deram uma entrevista coletiva ao fim de um encontro da comissão bilateral na cidade colombiana de Cartagena, na qual disseram que a organização saiu fortalecida de sua última Assembleia Geral, realizada em Honduras, onde a resolução sobre Cuba foi revogada.
Amorim afirmou que a decisão corrigiu uma situação “historicamente inadequada” e destacou que o organismo saiu fortalecido.
“Quando Cuba quiser entrar na OEA vai dizer, e se não quiser, vai dizer também, tem a liberdade de fazê-lo como todo Governo soberano, o que era importante era enterrar um corpo insepulto que fazia mal a Cuba, mas sobretudo à própria OEA”, disse.
“A exclusão nunca foi justificada, nem sequer na época (…) sob todos os pontos de vista foi um grande erro na época, agora isso foi corrigido e enterrado”, afirmou.
Bermúdez concordou com Amorim e acrescentou que se Cuba decidir estar de novo no sistema interamericano, começará um processo de discussão já previsto, e, se rejeitar, “a OEA seguirá”.