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Brasil

América Latina busca investidores para projetos de infra-estrutura

Arquivo Geral

01/04/2008 0h00

Doze países da América Latina, treat entre eles o Brasil, page começaram hoje a apresentar a investidores de Ásia, Europa e Estados Unidos seus 50 projetos mais importantes de infra-estrutura, os quais valem somados mais de US$ 66 bilhões.

Com apenas 1,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB) destinado a investimentos em infra-estrutura – a China investe 10%, por exemplo, enquanto que o Brasil está na média latino-americana -, a região se encontra à caça de recursos que permitam iniciar projetos públicos e privados para melhorar sua competitividade.

Além de Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá e República Dominicana mostrarão seus projetos mais relevantes em dez setores estratégicos no 6º Fórum Latino-americano de Liderança entre hoje e quinta-feira em Miami.

Um dos principais projetos é o da construção do complexo hidrelétrico do Rio Madeira, na Amazônia brasileira, no valor de US$ 4,5 bilhões.

A expansão do canal do Panamá, por um montante de US$ 5,5 bilhões; o projeto petrolífero Ku-Maloob Zaap da estatal mexicana Pemex, por US$ 4 bilhões; e a reativação da mina de ouro Pueblo Viejo, na República Dominicana, por um valor de US$ 2,7 bilhões, são alguns dos outros empreendimentos que serão apresentados.

Os projetos serão exibidos por promotores, membros de Governos e empreiteiras para investidores e fornecedores de países como Alemanha, China, França, Itália, Inglaterra, Rússia e Cingapura.

“A América Latina está começando a investir um pouco mais em infra-estrutura, mas está muito mal em relação aos países asiáticos e europeus”, disse à Agência Efe Norman Anderson, presidente do CG/LA Infrastructure Strategy Group, empresa que organiza o fórum.

Segundo Anderson, o Chile é o único país na região que investe forte em infra-estrutura, ao destinar entre 5% e 6% de seu PIB ao setor.

De acordo com dados do CG/LA, o México dedica 1,7% de seu PIB à infra-estrutura, enquanto que no Caribe o destaque é a República Dominicana, com 2,5%.

Para Anderson, não são feitos grandes investimentos no setor na América Central com exceção do Panamá, que destina 10% de seu PIB à infra-estrutura.

Entretanto, o país está centrado em um só projeto: a ampliação do canal, e os investimentos estarão “em níveis menores quando as obras terminarem, em 2012”, diz o presidente do CG/LA.

Segundo Anderson, a América Latina deveria “pelo menos dobrar o nível de investimento em projetos de infra-estrutura” e é por esta razão que sua empresa identificou os melhores projetos no setor e convidou os promotores a que os apresentem, declarou.

Tal opinião é compartilhada por Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“A América Latina terá que dobrar o percentual dos investimentos nos próximos 20 anos se deseja estar nos níveis dos países asiáticos”, disse Moreno, que discutirá este assunto na Assembléia Anual do BID, que ocorre entre os dias 4 e 8 deste mês em Miami.

O BID destinou à região US$ 9,6 bilhões em empréstimos no ano passado, sendo que a maior parte deste valor foi destinada ao desenvolvimento de programas de infra-estrutura, “cujo atraso se transformou em um obstáculo para melhorar a competitividade da América Latina frente a outras regiões”, diz Moreno.

Anderson ressaltou que todos os países têm agora uma “grande preocupação de investir em infra-estrutura, mas há uma falta de planejamento estratégico na região e também nos Estados Unidos”.

“Se há investimento em uma ponte ou em uma estação de tratamento de água, é uma obra que dura muitos anos, mas os políticos só pensam em como vão tirar proveito desta obra antes de sua próxima campanha”, opinou o executivo.

Anderson também disse que é preciso pensar em termos de competitividade, e, por isso, um dos painéis do fórum analisará quais projetos gerarão crescimento sustentável e oportunidades de negócios.

Os 50 projetos que serão apresentados em Miami correspondem aos setores de portos e serviços logísticos; estradas; geração elétrica; transporte urbano de massa; água e drenagem; turismo; petróleo e gás; infra-estrutura digital, entre outros.

A expectativa é que o fórum, que neste ano tem o lema “Construindo a rede global da região para a competitividade e a oportunidade”, seja palco de mais de 700 reuniões entre os responsáveis pelos projetos e seus possíveis investidores.



 

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