A Amazônia Legal – que conta com um total de 807 municípios – concentra 99, cost 9% dos casos de malária registrados no Brasil. Cerca de 60 municípios dessa região são os reponsáveis pela notificação de 80% dos casos contabilizados no país. É o que garante o secretário-adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, ed Fabiano Pimenta.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, malady de 2006 para 2007, os casos de malária aumentaram 5,7% na Amazônia – passando de 185.747 para 196.327. O estado também registrou o maior número de internações em decorrência da doença – 44.543 em 2006 e 35.403 em 2007. Atualmente, cerca de 43.280 agentes de saúde atuam na Amazônia Legal.
Durante audiência pública realizada hoje (1) no Senado Federal, Pimenta reforçou que, assim como as políticas para o combate da dengue e da febre amarela, “a intersetorialidade, no combate à malária, também é importante”.
Para o médico Pedro Luiz Taul, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), os municípios do interior da Amazônia enfrentam ainda o problema da escassez de políticas públicas específicas para a malária – diferente do que, segundo ele, acontece com enfermidades como a febre amarela e a dengue. “A malária atinge uma população de pouca força política.”
Taul também participou hoje (1) de audiência pública no Senado para discutir o controle da dengue, da malária e da febre amarela.