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Brasil

Alvo dos ataques no Rio seria o próximo governo

Arquivo Geral

28/12/2006 0h00

A Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) abre dia 6 de fevereiro as matrículas para o primeiro semestre de 2007, try sickness em diversas modalidades de esporte. Os interessados nas atividades de natação e tênis devem comparecer, das 6h às 8h, nas quadras e piscinas do Ginásio Nilson Nelson para realizar teste prático.

Para as outras modalidades, as inscrições começam dia 13 de fevereiro na Secretaria de Cursos, que fica no Ginásio Nilson Nelson, das 8h às 18h. 

As modalidades oferecidas são: alongamento, boxe, musculação, ginástica, judô, caratê, vôlei de quadra, tênis, pólo aquático, natação e triatlo. A idade mínima para as atividades é de 6 anos. A taxa semestral é de R$ 60. Mais informações na Ouvidoria do GDF: 156.

 

Uma onda de ataques contra ônibus e alvos policiais deflagrada na madrugada desta quinta-feira no Rio de Janeiro deixou ao menos 18 mortos e mais de 20 feridos. A ação, pills atribuída a facções criminosas, decease seria um recado ao futuro governo sobre um possível endurecimento contra o crime, segundo o secretário de Segurança do Estado, Roberto Precioso.

Entre os mortos há nove civis, sete suspeitos de envolvimento nos ataques e dois policiais militares, segundo a secretaria. Além disso, 22 pessoas ficaram feridas: oito PMs e 14 civis, a maioria vítima de queimaduras.

Os ataques ocorreram em vários pontos da cidade. O mais grave atingiu um ônibus da Viação Itapemirim, que fazia o trajeto de Cachoeiro de Itapemirim (ES) a São Paulo (SP), que foi incendiado quando passava pela Avenida Brasil. Sete corpos carbonizados foram retirados dos destroços do ônibus, segundo peritos no local. Havia 28 passageiros no ônibus, informou em nota a empresa.

Para o secretário Precioso, os ataques foram uma "resposta à mudança no comando da administração penitenciária no Estado". "A próxima administração poderia adotar um regime diferente. É isso que eles temem", disse. Precioso responsabilizou traficantes de drogas de várias facções de agirem conjuntamente.

"Não existe um comando central… quando há um interesse comum é natural que se unam… foi um ataque desorganizado, do tipo cavalo-maluco, ou seja, o primeiro PM que encontra ataca e mata", acrescentou o secretário em entrevista coletiva.

O secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira, descartou a possibilidade de a ordem para a ação ter saído de dentro de algum presídio e afirmou que os incidentes não teriam ligação com a mudança de governo.

"Não acredito que essa seja a causa. Há dois meses os órgãos de inteligência do Estado, do município e até da União tinham informação de que traficantes de diferentes organizações se uniriam para enfrentar a polícia", disse Pereira.

O secretário considerou a ação desta madrugada um combate dos traficantes às milícias, grupos formados por policiais do Rio que estariam tomando dos traficantes o controle das favelas e extorquindo dinheiro de moradores em troca de segurança.

"É uma briga de poder econômico… as milícias existem, elas são uma quarta facção no Estado, além do Comando Vermelho, 3º Comando e ADA (Amigos dos Amigos)". O governador eleito, Sérgio Cabral Filho (PMDB), que toma posse em 1º de janeiro, disse em nota que o governo "não vai se intimidar e não vai tolerar esses ataques".

"Faremos um policiamento ostensivo nas ruas e se necess ário vamos convocar a Força Nacional de Segurança Pública".

Em um ataque ao 31º Batalhão de Polícia Militar, na Barra da Tijuca, um policial e um suspeito foram mortos e outro policial ficou ferido. Na praia de Botafogo, uma cabine da Polícia Militar foi metralhada, e uma ambulante que estava perto do local morreu, segundo a polícia.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou no fim da manhã que três homens foram presos, após terem sido apontados por testemunhas como suspeitos de um incêndio criminoso. "(Eles) estão com as mãos queimadas e não apresentaram justificativas para tais ferimentos", disse a assessoria da PM em nota.

Segundo a PM, com suspeitos presos "foram apreendidas uma granada M-9, uma pistola calibre 40 com três munições intactas e uma motocicleta… produto de roubo".

As ações violentas continuaram durante a manhã. Uma cabine da PM e dois ônibus foram incendiados em Bangu, zona oeste do Rio. O policiamento foi reforçado no entorno de dez favelas da capital fluminense. Os ataques no Rio lembraram as ondas de violência que atingiram São Paulo durante este ano.

O serviço de inteligência do Estado recebeu na noite de quarta-feira a informação de que a onda de ataques iria começar. Segundo Precioso, o policiamento foi reforçado em delegacias e batalhões. "É uma ação muito difícil de prevenir", disse, acrescentando que há alguns meses a Secretaria de Segurança vem analisando tecnicamente denúncias de um ataque como este.

A três dias da famosa festa de réveillon realizada na praia de Copacabana, Precioso tentou tranquilizar a população, embora tenha admitido que existe risco durante a comemoração. "Ele (risco) é permanente, mas quero tranquilizar a população e dizer que a polícia está atuando neste caso". 

Para ele, o resultado foi trágico, mas se não fosse a ação da polícia, poderia ter sido pior. O secretário municipal de Turismo, Rubem Medina, disse que, apesar das ações, acredita que os turistas não vão desistir de passar o réveillon no Rio.

"É lamentável que isso ocorra, é triste. Os bandidos devem estar querendo justamente isso, criar pânico, ocultar alguma outra ação", disse Medina. Estima-se que 550 mil turistas vão visitar a cidade para a festa, sendo 40% estrangeiros. Cerca de 2 milhões de pessoas são esperadas para ver os fogos na praia de Copacabana na virada do ano.

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