A McLaren divulgou nesta sexta-feira um comunicado, no qual garante ter resolvido a guerra não-declarada entre seus dois pilotos. De acordo com o documento, uma “construtiva” reunião da cúpula com Fernando Alonso e Lewis Hamilton nesta quinta-feira ajudou a resolver a tensão criada entre os dois após o Grande Prêmio da Hungria, há três semanas.
Os dois não vinham se falando desde os treinos de classificação para a última corrida, quando Alonso foi penalizado após uma polêmica passagem pelos boxes, onde retardou sua saída e impediu que seu companheiro voltasse à pista. Hamilton acabou vencendo a prova, com Alonso em quarto e escuderia de Ron Dennis sem os pontos no Mundial de construtores.
A equipe resolveu intervir e reunir a dupla em Istambul, onde uma conversa finalmente parece ter solucionado o caso. “Depois da última corrida, eu chamei Fernando e disse ‘olhe, nós não podemos passar as próximas três semanas sem conversar, ou acreditando no que a mídia diz, que estamos em guerra’”, disse Hamilton. “Estavam distorcendo o que ele dizia, o que eu dizia, e isso fez parecer que estávamos mesmo em guerra. Não estávamos”, jurou.
Os dois não conseguiram realizar a reunião durante a pausa entre os GPs da Hungria e da Turquia, mas o espanhol concordou com o que foi dito pelo companheiro. “Tudo está bem agora, e o passado é o passado. Conversei com Lewis, e tivemos que dar risadas”, afirmou Alonso, que também lamentou o episódio.
“Não foi uma coisa engraçada. Acabamos aparecendo na imprensa durante os últimos meses, criando uma briga. Tentamos entender porque todos querem nos colocar um contra o outro, o que não é verdade”, completou o atual bicampeão.
Hamilton ainda descreveu a reunião como leve e tranqüila. “Eu me rendi e pedi desculpas por tudo o que aconteceu na última corrida. Ele disse ‘é, eu também’”, explicou. “Foi uma discussão para retificarmos o respeito que temos um ao outro. O respeito está lá, sem dúvidas. Ele disse que não tinha problemas comigo, e eu digo o mesmo.”