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Brasil

Agricultores familiares de Goiás vão recuperar espécies nativas do Cerrado

Arquivo Geral

30/09/2008 0h00

Com a finalidade de recolher, medicine selecionar e armazenar sementes nativas do cerrado, a Cooperativa de Agricultores Familiares do Assentamento Poções, no município de Rialma (GO), vai inaugurar amanhã (1º) viveiro reformado e ampliado, com capacidade para 180 mil mudas, e uma casa de sementes.


O projeto foi desenvolvido pelo Núcleo de Desenvolvimento Comunitário do Hospital Pio X de Ceres. O viveiro da cooperativa, anteriormente, tinha capacidade para produzir 65 mil mudas. Agora, com a capacidade ampliada, produzir mudas de espécies de árvores nativas como o ipê, peroba, jatobá, copaíba e cedro, além de frutas do cerrado.


As mudas poderão ser comercializadas ou plantadas em áreas de reflorestamento, inclusive na recomposição de matas ciliares da região.


Já a casa de sementes será destinada à seleção e armazenamento de sementes recolhidas para futuro plantio. “Esta é uma iniciativa pioneira na região do Vale do São Patrício, que fortalece a agricultura familiar, gera renda e desenvolve a consciência ecológica das famílias do Assentamento Poções”, registrou a Petrobras em nota. A empresa financia o projeto por meio do programa Petrobras Ambiental.


O Projeto Poções tem por objetivo a recuperação e conservação de ambientes relacionados com os corpos hídricos superficiais e subterrâneos, ambientes costeiros e marinhos, implementação da gestão integrada de recursos hídricos e promoção de práticas de uso racional dos recursos hídricos – envolvendo a educação ambiental de jovens e adultos – como forma de multiplicar o conhecimento de métodos sustentáveis de preservação do cerrado.


O projeto é desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Para a Petrobras, o Poções é “uma referência” para os demais assentamentos de reforma agrária e agricultores familiares no ecossistema do cerrado. “Ao integrar o desenvolvimento rural sustentável, com participação comunitária, realizando o isolamento de 48 nascentes e sua recuperação, por intermédio das mudas nativas do cerrado, provenientes do viveiro.”


 

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