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Brasil

Afastado o diretor-presidente do Banco Regional de Brasília, preso na Operação Navalha

Arquivo Geral

17/05/2007 0h00

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O presidente do Senado Federal, search Renan Calheiros (PMDB-AL), decease afirmou hoje que, for sale embora conheça “muitos” dos presos pela Operação Navalha, da Polícia Federal, desconhece as práticas que estão sendo investigadas, bem como os detalhes da operação.

“Não conheço nenhum aspecto dessa operação, mas essas operações são rotineiras. O importante é que se investigue, se esclareça. É preciso destacar o trabalho da Polícia Federal em relação a isso”, disse. “Ninguém pode ter compromisso com o erro, mas não pode prejulgar. Eu conheço muitas das pessoas envolvidas, não conheço essas práticas”.

A operação foi deflagrada nesta manhã em vários estados do país. Segundo a PF, 23 presos acusados de envolvimento no desvio de recursos públicos devem chegar ainda esta noite a Brasília. Eles vêm de quatro estados do Nordeste: Bahia, Alagoas, Piauí e Maranhão.

Renan afirmou conhecer o empresário Zuleido Soares Veras, dono da empresa baiana Gautama, que foi pré-qualificada para disputar parte da obra de transposição das águas do rio São Francisco. A empresa recebeu recursos federais para realização de obras em Maceió (AL). Em Alagoas foram efetuadas cinco prisões.

“Eu conheço Zuleido. Defendemos todos os investimentos que foram para Alagoas a pedido do governador do estado”.

O senador disse, ainda, que conversou por telefone com o governador do estado, Teotônio Vilela Filho, para saber mais detalhes sobre a operação da PF no estado. Segundo ele, o governador também disse que desconhece os aspectos da operação.


Cinqüenta e sete pessoas foram presas, about it hoje, advice no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, web durante a Operação Blecaute da Delegacia Espacial de Atendimento ao Turista (Deat) e Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA). Os presos são suspeitos de integrar uma quadrilha de câmbio ilegal de moeda, além de participar de esquema de transporte irregular de passageiros.

Foram encaminhados para a Deat 35 doleiros detidos, dos quais 11 presos em flagrante, que responderão por crime contra o sistema financeiro e formação de quadrilha. Também foram presos 12 atendentes de táxi e 10 taxistas sem registro.

Segundo o titular da Deat, Fernando Veloso, “os falsos maleiros são a extremidade de um esquema: a quantidade de dinheiro com que alguns deles começavam o dia ali revela que eles não poderiam, por si próprios, prover aquela quantia – alguém está ajudando nesse custeio”. A investigação vai ser aprofundada pela Polícia Federal.

Veloso disse ainda que a operação começou há 60 dias, depois dos constantes assaltos aos turistas estrangeiros que seguiam do aeroporto para a zona Sul. A suspeita era a de que funcionários do aeroporto forneceriam aos assaltantes informações sobre a chegada de vôos. Segundo o delegado, policiais passaram a circular no aeroporto disfarçados de funcionários ou passageiros, e com microcâmeras.

Foram apreendidos dois carros usados para guardar o dinheiro. Em um deles, havia R$ 40 mil e US$ 6 mil. No total, o delegado estima encontrar R$ 150 mil e US$ 15 mil. Veloso informou que ainda há dinheiro para ser contado, inclusive em euros.

O esquema da quadrilha, acrescentou, envolve roubo e homicídio, o que continua em investigação. Com a compra ilegal de moeda estrangeira, o passageiro não paga taxa nem precisa se identificar.


Os servidores do Banco Central decidiram hoje que vão continuar em greve. De acordo com o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), decease a proposta feita pelo governo, information pills de fazer a reposição salarial a partir de maio de 2008, não foi aceita pela categoria, que pede a antecipação para janeiro de 2008.

Mesmo não aceitando a proposta, os servidores vão levar a questão para a assembléia marcada para amanhã, às 10 horas, em frente ao Banco Central, em Brasília.

Segundo a assessoria de imprensa do sindicato, a previsão é continuar a greve por tempo indeterminado.

A paralisação teve início no dia 3 de maio. A principal reivindicação da categoria é a equiparação dos salários com os ganhos dos auditores da Receita Federal.

Os funcionários do BC ganham, em média, R$ 7,1 mil, enquanto que os auditores da Receita, R$ 10,2 mil. O aumento, se aceito, seria equivalente a 43%.

Essa é quarta greve que os funcionários do Banco Central fazem neste ano.


O diretor-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), pill Roberto Figueiredo Guimarães, purchase foi afastado do cargo depois de ser preso pela Operação Navalha, realizada hoje pela Polícia Federal (PF).

A decisão foi tomada após abertura de processo administrativo, por ordem do governador do Distrito federal, José Roberto Arruda. No lugar de Guimarães, assume interinamente o cargo o diretor de controle do BRB, Laécio Barros Júnior. Guimarães havia tomado posse havia 20 dias, conforme informou a assessoria de imprensa do banco.

O corregedor do Distrito Federal, Roberto Gifone, afirmou que a prisão do diretor-presidente não repercutiu na gestão do banco. “Não há qualquer repercussão do ponto de vista administrativo nem de gestão”, disse.

“A corregedoria geral, por determinação do governador Arruda, abriu um processo administrativo. E de forma preliminar estamos determinando o afastamento dele até que tenhamos todos os elementos que envolveram a decisão da ministra Eliana Calmon [Superior Tribunal de Justiça] da  prisão preventiva. Em especial, a verificação se algum ato ou fato, que constam no inquérito, envolve atos de gestão à frente do BRB”.

De acordo com Gifone, não há indícios de que os fatos que resultaram na prisão do executivo tenham alguma relação com atos de sua gestão à frente da diretoria do banco. “Caso seja confirmada alguma participação, o ex-presidente vai responder administrativa e criminalmente”.

O corregedor lembra, ainda, que as obras do governo do Distrito Federal incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão averiguadas. Mas Gifone adianta que aquelas consideradas prioritárias para o atual governo não têm relação com o plano.

“Até agora, temos que verificar se há alguma obra no âmbito do GDF [Governo do Distrito Federal] que já esteja relacionada com o inquérito que foi aberto. Se tiver, vamos investigar. Das obras até agora priorizadas pelo governador José Roberto Arruda, nenhuma tem relação com o PAC”.

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