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Brasil

Advogados entram com recurso para avó de Sean poder ver o menino

Arquivo Geral

04/04/2010 9h51

O advogado Sérgio Tostes, que representa a família brasileira do garoto Sean, de 10 anos, levado em dezembro pelo pai americano, David Goldman, após disputa judicial no Brasil, disse que vai recorrer da decisão da Justiça de Nova Jersey, nos Estados Unidos, que, segundo ele, negou pedido da avó materna, Silvana Bianchi, para visitar o neto.

A avó, que está nos Estados Unidos, deve chegar hoje ao Brasil. “O pai sempre negou e impediu o contato”, afirmou o advogado. Segundo Tostes, o pedido de Silvana foi baseado na Convenção de Haia, a mesma usada por Goldman na Justiça brasileira para conseguir a guarda do filho. “Ele alegava que (o contato) seria prejudicial à adaptação da criança. Também obrigava que os telefonemas fossem em inglês, para que pudesse monitorá-los. Não restou alternativa a não ser ir à Corte com um pedido para ter direito à visitação”, disse Tostes.

A Justiça norte-americana, como relatou Tostes, aceitou os argumentos de Goldman, de que no momento a visitação “seria prejudicial e poderia atrapalhar o relacionamento com o pai”. Ainda segundo ele, houve apenas um encontro da avó com o garoto desde que ele foi para os Estados Unidos com o pai, mas “foi um fracasso total”, por causa das “restrições”.
infeliz e inseguro
“É evidente que isso significa que ele (o menino) não quer ficar nos Estados Unidos. Ele (Sean) conseguiu mandar um e-mail escondido do pai, usando um videogame, e disse que está muito infeliz, morrendo de saudade e inseguro”, afirmou o advogado.

Nesta semana, a família brasileira deve decidir quais medidas serão tomadas na Justiça norte-americana e no Brasil. “A ação brasileira não está encerrada”, assinalou Tostes. “Tenho confiança que o Supremo Tribunal Federal (STF) vai permitir que ele (Sean) se manifeste. Confio na Justiça brasileira”, disse Tostes. “Trazê-lo se volta é outro problema.”

O advogado de David Goldman no Brasil, Ricardo Zamariola, foi procurado pela reportagem, mas não quis comentar o assunto. Ele disse que as questões relacionadas à visitação de Sean nos Estados Unidos são tratadas pela advogada norte-americana de Goldman, Patricia Apy, que não foi localizada.

David e Sean Goldman estavam separados havia cinco anos, desde que Bruna Bianchi, mãe do menino, trouxe Sean para o Brasil, não voltou mais para os Estados Unidos e se casou novamente.

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