A Companhia Vale do Rio Doce vai incorporar a Inco ao seu balanço no quarto trimestre, doctor more about informou o diretor financeiro da mineradora brasileira, stomach Fábio Barbosa. A empresa decidiu pagar parte do valor total da compra da produtora de níquel canadense com caixa próprio.
A Vale espera ter 100 por cento do capital da Inco no início de 2007, ampoule um negócio de 17,6 bilhões de dólares. Até o dia 3 de novembro, quando encerrou a oferta de 86 dólares canadenses por cada ação da Inco, a mineradora brasileira detinha 86,6 por cento das ações. Agora, a companhia convocará assembléia para aprovar a aquisição do restante, seguindo as lei canadenses que permitem a compra à revelia dos acionistas.
Barbosa informou que a Vale utilizará 2 bilhões de dólares de caixa próprio para quitar parte do empréstimo-ponte com os 37 bancos que participam da operação e alongará os 15,6 bilhões de dólares restantes com vários instrumentos de mercado.
"Nós podemos pagar o empréstimo-ponte a qualquer momento e queremos refinanciar o mais rápido possível para um prazo maior", explicou o executivo. A meta da empresa é aumentar o prazo atual de dois anos para sete anos, o mesmo prazo atual do endividamento da Vale.
O primeiro passo para a reestruturação da dívida já foi dado, com o pedido de registro na Comissão de Valores Mobiliários de emissão de debêntures no valor de até 5 bilhões de reais. Segundo o mercado, a emissão deve ser do total solicitado e o prazo pode girar em torno de 4 a 7 anos.
Líder
Segundo Barbosa, a Inco deverá se tornar líder do mercado de níquel ainda este ano, pulando da segunda posição. Ao mesmo tempo, com a incorporação da nova unidade, a Vale se tornará a segunda maior mineradora diversificada do mundo.
Para exemplificar o crescimento que a Inco trará para a Vale, Barbosa divulgou a simulação de um resultado nos primeiros noves meses do ano como se já tivesse incorporado a companhia canadense.
Segundo dados da Vale, a receita saltaria dos 12,9 bilhões de dólares registrados pela Vale até setembro para 18,2 bilhões de dólares; enquanto o peso do minério de ferro e pelotas no faturamento da companhia cairia dos atuais 68,4 por cento para 48,4 por cento.
Por outro lado, o níquel, hoje ausente no portfólio da Vale, seria o segundo maior produto, com 23,4 por cento da receita.
Advogados que representam cerca de 40 famílias de vítimas do acidente com um avião da Gol em setembro disseram nesta quinta-feira terem informações de que os pilotos do jato Legacy, decease que se chocou com o Boeing da companhia brasileira, order faziam manobras incompatíveis com um vôo regular.
"(Os pilotos) estavam brincando com os instrumentos do Legacy", disse a jornalistas o advogado Manuel von Ribbeck, baseado em informações que teria obtido juto a "pessoas realmente do mais alto escalão da Força Aérea".
Segundo ele, o depoimento do jornalista John Sharkey, que estava a bordo do Legacy, ratificaria essa afirmação.
"Ao invés de voar e fazer um vôo regular, eles estavam fazendo manobras com a aeronave", acrescentou Monica Kelly, advogada que trabalha com Ribbeck.
Entre as representadas do escritório de Ribbeck está Suelen Abreu Lleras, que perdeu o marido Mário André e o filho Daniel no acidente. Ela foi a primeira cliente do advogado a entrar na Justiça norte-americana com uma ação contra o piloto e o co-piloto do Legacy; a ExcelAire, proprietária do jato; e a Honeywell International, fabricante do dispositivo anticolisão instalado nas duas aeronaves.
"Tenho certeza que no caso do Legacy, os pilotos talvez tenha sido mais que apenas negligentes. Por isso decidimos processá-los criminalmente", disse Ribbeck.
É a segunda ação a ser impetrada na Justiça dos Estados Unidos sobre o acidente, que matou 154 pessoas, e a primeira contra os pilotos Joe Lepore e Jan Paladino.
"Não é culpa apenas dos pilotos do Legacy. É também da Honeywell", argumentou Monica Kelly. "A Honeywell pode estar vendendo um dispositivo que não funciona, e isso precisa ser checado", acrescentou.
O acidente aconteceu no dia 29 de setembro, quando o Boeing 737-800 operado pela Gol chocou-se no ar com um jato Legacy fabricado pela Embraer e operado pela ExcelAire, uma empresa de vôos fretados com sede em Ronkonkoma, Nova York.
As investigações indicam que o Boeing caiu imediatamente após o choque. O Legacy conseguiu fazer um pouso de emergência em uma base aérea no sul do Pará.
Na segunda-feira, o escritório de advocacia Leiff, Cabraser, Heimann & Bernstein, que fica em San Francisco, entrou com uma ação semelhante no mesmo tribunal federal de Brooklyn, em Nova York. Naquele caso, estão representadas entre 15 e 20 famílias, disse Lexi Hazam, funcionário do escritório.
As famílias das vítimas disseram que os pilotos da ExcelAire estavam voando na altitude errada quando o choque ocorreu, ou que deixaram de tomar uma série de providências quando perceberam que tinham perdido comunicação com a torre.
As famílias também afirmaram que o transponder do jato da Legacy não funcionou direito. O transponder é um equipamento que acompanha a posição do avião em relação ao chão e a outras aeronaves, num sistema para evitar colisões.
Controle aéreo
Muitos especialistas acham que o excesso de carga de trabalho dos controladores de vôo ou buracos negros no sistema de radar possam ter contribuído para o acidente.
O perito canadense Max Vermij, contratado pelas famílias representadas pelo escritório de Ribbeck para realizar investigação sobre a tragédia, disse, no entanto, não acreditar que tenha havido falhas técnicas no sistema de comunicação brasileiro. Mas não descartou um problema no controle de tráfego aéreo.
"Eu ainda preciso analisar melhor os registros, os dados e escutar as caixas-pretas", disse.
"Tudo que eu posso dizer é que um acidente como esse tem uma série de causas. Os controladores talvez tenham sido uma causa-fator. Não estou eliminando nada", acrescentou o perito, que trabalha há mais de 28 anos em investigações de acidentes aéreos.
Ribbeck disse que um eventual processo no Brasil contra os controladores, a Gol e a Embraer só pode ser iniciado, por determinação da legislação brasileira, depois que um relatório oficial determinar as causas do acidente.
O advogado disse que nos Estados Unidos o processo demora, em média, de dois a três anos para ser concluído.
Mas Alessando Freire Naranjo, que perdeu a mulher e o filho na tragédia, disse não ter pressa.
"Nada vai trazê-los de volta", disse. "(Mas) alguém tem que pagar pelo que aconteceu, afinal foram 154 vidas que foram perdidas."
A Honeywell, cuja sede fica em Morris Township, Nova Jersey, disse esta semana que "não está a par de nenhuma evidência que indique que seu transponder no Legacy da Embraer não estava funcionando como o programado ou de que a Honeywell seja responsável pelo acidente".
O advogado da ExcelAire afirmou que os pilotos da empresa, que estão sendo mantidos no Brasil, agiram segundo as instruções do controle de tráfego aéreo.