Menu
Brasil

Advogada argentina ré por injúria racial no Rio retorna à Argentina

Agostina Páez, que ofendeu funcionários de um bar em Ipanema, obteve autorização judicial para deixar o Brasil após pagar fiança de R$ 97 mil.

Redação Jornal de Brasília

02/04/2026 9h57

whatsapp video 2026 02 06 at 15.26.52.00 00 07 13.still003 copy

Frame/Polícia Civíl do Rio de Janeiro

A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, retornou à Buenos Aires na noite desta quarta-feira (1º).

O incidente ocorreu em 14 de janeiro deste ano, na Rua Vinícius de Moraes, quando Páez discutiu com os empregados por uma suposta cobrança indevida na conta. Segundo a denúncia da promotoria, ela se referiu a um funcionário negro de forma pejorativa, usando a palavra ‘mono’, que significa ‘macaco’ em espanhol, e imitou gestos do animal. As ofensas se estenderam a outros dois funcionários, caracterizando três crimes de injúria racial. O episódio foi registrado por câmeras de segurança.

Páez foi presa por algumas horas em 6 de fevereiro e liberada com a determinação de usar tornozeleira eletrônica. Na terça-feira (31), a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou sua saída do país, por meio de liminar expedida pelo desembargador Luciano Silva Barreto. A advogada devolveu o passaporte, retirou a tornozeleira e pagou fiança de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos.

À imprensa argentina, Páez expressou arrependimento pelo episódio, afirmando ter reagido mal. Ela continuará respondendo ao processo judicial no Brasil.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado