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Brasil

Advogada argentina diz estar ‘morrendo de medo’ após Justiça decretar prisão por injúria racial no RJ

Justiça do Rio aceitou denúncia do Ministério Público após acusações de ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema; Agostina Páez afirma estar com medo e considera a decisão injusta

Redação Jornal de Brasília

06/02/2026 12h43

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

BRUNA FANTTI
FOLHAPRESS

A advogada e influencer argentina Agostina Páez, 29, se manifestou publicamente pela primeira vez após se tornar ré e ter a prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio de Janeiro sob acusação de proferir ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da capital. A medida foi determinada nesta quinta-feira (5), depois que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acatou a denúncia apresentada pela Promotoria.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Agostina afirmou estar com medo e disse considerar a decisão injusta. Apesar da acusação de risco de fuga, ela diz estar à disposição da Justiça desde o dia 1º e faz uso de tornozeleira eletrônica.

“Todos os meus direitos estão sendo violados. Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação seja divulgada”, declarou.

O caso teve início em 14 de janeiro, em um bar localizado na rua Vinícius de Moraes. De acordo com a denúncia, a argentina estava acompanhada de duas amigas quando se desentendeu com funcionários do estabelecimento por causa do valor da conta e passou a proferir ofensas de cunho racista.

Um dos trabalhadores teria sido chamado de negro de forma pejorativa, com o objetivo de discriminá-lo em razão da cor da pele.

Ainda segundo a Promotoria, mesmo após ser alertada de que sua conduta configurava crime no Brasil, Agostina continuou as ofensas, dirigindo-se a uma funcionária com a palavra “mono” (“macaco”, em espanhol) e fazendo gestos que simulavam o animal.

A denúncia aponta que, após deixar o bar, a influencer voltou a insultar funcionários na calçada em frente ao local, repetindo expressões ofensivas, ruídos e gestos racistas contra três trabalhadores. Parte do episódio foi registrada em vídeo por testemunhas, e as imagens, que mostram a turista sendo repreendida pelas próprias amigas, passaram a integrar as provas do processo.

A Promotoria rejeitou a versão apresentada pela defesa de que os gestos seriam brincadeiras direcionadas às amigas, destacando que uma das acompanhantes tentou impedir a continuidade das ofensas, o que indicaria consciência da gravidade do comportamento.

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