A psicologia atua tanto na prevenção como na assistência a pessoas afetadas desastres causados pela natureza ou de origem provocados pela ação humana, constituindo-se num eficaz instrumento de atuação para ações de defesa civil. Este será um dos temas debatidos no V Seminário Internacional de Defesa Civil – Defencil – que acontece esta semana em São Paulo (17 a 20-11), no Anhembi Parque.
Noções de psicologia em relação ao comportamento de pessoas afetadas, bem como medidas preventivas de modo a conscientizar e estimular a participação das comunidades no sistema de defesa civil para a minimização dos efeitos de desastres são temas prioritários da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, organizadora do seminário internacional que reunirá mais de cinco mil pessoas e contará com a participação de representantes da América Latina e de países de língua portuguesa.
“A comunidade precisa ser informada sobre situações de risco para ficar alerta e evitar situações que favorecem a ocorrência de desastres”, esclarece Daniela Lopes, coordenadora-geral do Departamento de Minimização de Desastres da Secretaria Nacional de Defesa Civil. “Casos aparentemente simples como o recurso a gambiarras elétricas em aglomerados populacionais de baixa renda e a construção de casas sobre barrancos que podem ceder com chuva intensa são possibilidades de desastres evitáveis se houver esclarecimento à comunidade”, observa. “Assim como o apelo a não deixar crianças sozinhas em casa e outras falhas corriqueiras que podem conduzir a acidentes graves”, acrescenta.
Segundo técnicos da Sedec, a questão não é atuar depois do fato acontecido e da situação de emergência resultante, mas de forma a evitar que eles aconteçam. No caso de desastres provocados pela natureza, furacões, chuvas intensas, tornados, deslizamento de terras, inundações e outros, a população esclarecida saberá se comportar melhor diante do evento e os efeitos serão minimizados na medida do possível.
Os debates do seminário buscam a mobilização da sociedade para as ações de defesa civil, criando bases para o estabelecimento de uma política pública da área, incluindo a assistência à saúde mental a pessoas afetadas por desastres e as equipes que participam do socorro e também sofrem com seus efeitos. O objetivo, enfatiza Daniela Lopes, é que as comunidades disponham de mais segurança, conhecimento e métodos para enfrentar os desastres.