A McLaren já estreou seu novo difusor nos treinos livres para o Grande Prêmio da China, e em breve será a vez da Renault. Conforme anunciado, porém, o acessório só estará presente em um dos carros franceses no circuito de Xangai, o de Fernando Alonso. Confiante em uma melhora, o espanhol nem se preocupou ao fechar a sexta-feira como o 19º melhor piloto.
Logo após perder a ação contra os difusores de dois andares na Corte de Apelações da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), a Renault já anunciara que prepararia uma solução paliativa para a prova chinesa – isso acontece porque a cópia exata dos difusores de Brawn GP, Toyota e Williams demanda toda uma reconfiguração no carro, o que deve aparecer somente na Espanha, na quinta etapa da temporada.
Assim, só faltava anunciar qual de seus dois pilotos seria o beneficiado com a novidade, e este acabou sendo Alonso. Com as peças antigas, tanto o espanhol quanto o brasileiro Nelsinho Piquet tiveram dificuldades nos testes de sexta, ocupando os últimos lugares da classificação. Esperando por evolução, o bicampeão mundial nem chegou a lamentar o mau resultado.
“Ainda que estejamos longe dos melhores tempos, não creio que devamos estar muito preocupados, já que nos concentramos na configuração para a corrida”, apontou o asturiano, garantindo que somente a terceira sessão de treinos, neste sábado, poderá mostrar aquilo que a Renault pode fazer na China.
“É quase obrigatório alcançar o Q3 (ou superpole). Fizemos isso na Malásia e temos grandes esperanças para o fim de semana”, disse Alonso, antes de concluir analisando o atual contexto do Mundial de Fórmula 1. “Às vezes os resultados saem sozinhos e em outras temos de sofrer um pouco mais, porém não é por isso que vamos jogar a toalha. Seguimos trabalhando, e corridas e dias melhores virão. Esse é o esporte”.