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Bolsonaro evita dizer se aceitará eventual derrota nas eleições de outubro

Questionado por jornalistas em Brasília se aceitaria perder a disputa, Bolsonaro foi evasivo: “Democraticamente, espero eleições limpas”

Foto: ADRIANO MACHADO/REUTERS

O presidente Jair Bolsonaro evitou responder nesta quinta-feira, 26, se aceitará uma eventual derrota nas urnas eletrônicas nas eleições deste ano.

Questionado por jornalistas em frente a uma Igreja em Brasília se aceitaria perder a disputa e, assim, passar o poder para outra pessoa democraticamente eleita, o chefe do Executivo foi evasivo: “Democraticamente, espero eleições limpas”, limitou-se a dizer.

Bolsonaro também reiterou ataques aos ministros Alexandre de Moraes, que vai presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições, e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e às urnas eletrônicas.

“Barroso vai aos Estados Unidos e dá uma palestra sobre como tirar um presidente da República”, disse.

De acordo com Bolsonaro, “não há dúvidas” de que Moraes é parcial e comete abuso de autoridade. “O que quer o senhor Alexandre de Moraes? O confronto, uma ruptura? Por que ataca tanto a democracia? Por que não pode apresentar sugestões para o TSE a convite do próprio sobre as urnas?”, questionou Bolsonaro, que chegou a apresentar ação no STF contra Moraes por abuso de autoridade.

O processo, no entanto, teve prosseguimento negado pelo ministro Dias Toffoli.

Bolsonaro ainda disse que “tem o direito” de desconfiar das urnas eletrônicas. “Por que não se quer conversar sobre isso? É uma temeridade você ter eleições sob o manto da suspeição”, afirmou.

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“Está difícil conversar com TSE, estou pronto com o diálogo, mas eles não aceitam conversar”, acrescentou, voltando a pedir uma apuração paralela do voto controlada pelas Forças Armadas.

“Estamos fazendo o máximo possível para sensibilizar o TSE, queremos transparência, eleições limpas que sejam auditadas “

Os ataques de Bolsonaro à lisura do sistema eleitoral brasileiro, sempre sem apresentar provas, são apontados por críticos e pela oposição como uma preparação de discurso caso seja derrotado nas eleições deste ano.

O presidente ainda deu novos sinais nesta quinta-feira de que seu vice nas eleições será o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa.

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“Ele se desligou da Defesa porque deve disputar em alguma coisa”, disse Bolsonaro, reiterando que seu companheiro de chapa deverá ser um mineiro, como o militar.

Estadão Conteúdo








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