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Tio é preso sob suspeita de agredir e matar menina de 4 anos no Rio Grande do Sul

Criança foi levada já morta a uma UPA com sinais de agressão e suspeita de violência sexual

Redação Jornal de Brasília

21/08/2026 18h37

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Foto: Reprodução/RBS TV

CARLOS VILLELA
FOLHAPRESS


A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu preventivamente nesta quinta-feira (20) um homem sob suspeita da morte da sobrinha de 4 anos em Porto Alegre.

Nicolas Gabriel Almeida Staubus, 22, confessou o crime em depoimento aos investigadores, segundo a delegada Alice Fernandes, da 3ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

À Folha de S.Paulo a Defensoria Pública do Estado, que faz a defesa de Nicolas, disse que irá “avaliar os elementos investigativos e probatórios que foram colhidos até o momento e também acerca da regularidade da prisão”.

Na segunda-feira (17), Nicolas e a esposa levaram a menina à UPA Bom Jesus, na zona leste da capital gaúcha, já morta.

No local, médicos constataram manchas roxas pelo corpo da menina e acionaram a polícia, mas Nicolas fugiu quando os agentes chegaram. O atestado de óbito apontou politraumatismo como causa da morte.

A equipe médica também apontou, após exames, suspeita de violência sexual —o que, segundo a delegada, Nicolas nega que tenha cometido. A polícia aguarda a conclusão da perícia para confirmar a hipótese.

Nicolas foi encaminhado para o Núcleo de Gestão Prisional em Porto Alegre, e aguardava audiência de custódia para ser encaminhado a uma unidade prisional.

Segundo a delegada, ele teria dito que deu palmadas na menina como forma de punição.

A vítima morava com os tios havia cerca de dois meses. A tia, irmã da mãe da menina, relatou aos investigadores ter notado ferimentos no corpo da criança ao chegar do trabalho, o que acarretou uma discussão com Nicolas.

Horas depois, ela encontrou a menina dormindo na cama com espuma na boca, o que motivou a ida à UPA. A tia é tratada como testemunha no inquérito.

A mãe prestou depoimento na quarta-feira (19) e afirmou à polícia que não via a filha havia dois meses e era impedida de manter contato com ela.

A Justiça autorizou a extração de dados de um celular apreendido na casa do casal, que a polícia considera relevante para a investigação.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul afirmou que vai receber familiares da menina para acolhimento e orientação jurídica. O caso corre em segredo de justiça.

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