Uma sucuri-verde, de aproximadamente 7 metros, foi filmada “desfilando” para fotógrafos durante uma expedição subaquática, em um rio de água cristalina, em Bonito (MS). A tranquilidade da cobra impressionou os fotógrafos.
Para o fotógrafo, o encontro com a sucuri foi único e movido pela ansiedade e apreensão. Ele estava conduzindo uma expedição fotográfica com uma equipe de fotógrafos dos EUA. E segundo ele, havia um certo clima de apreensão e ansiedade no ar.
O resultado da expedição foi compartilhado nas redes sociais de Daniel, nesta semana. Porém, o registro foi feito lá em 2012. Era fim do outono e início do inverno quando o fotógrafo recepcionou os turistas norte-americanos, ávidos para encontrar alguma “anaconda brasileira”.
Expedição dos gringos
As sucuris são vistas com mais frequência, geralmente, após o início do inverno. Este momento é quando as cobras saem dos rios em busca de algum resquício de sol. O período não muito favorável causou apreensão em Daniel, que ficou com receio de não encontrar alguma cobra gigante.
Daniel explica que a expedição começa em clima de ansiedade. A deixa para os fotógrafos entrarem na água é quando alguma sucuri é avistada. Como guia e responsável pela experiência, Daniel comenta que os registros feitos por ele são apenas em brechas, captando os bastidores da aventura.
O fotógrafo da natureza evidencia as expedições que fazem parte da vida profissional dele há 14 anos.
Como são feitos os registros subaquáticos?
Com anos de experiência na fotografia, Daniel compartilha como são feitos os registros das sucuris gigantes nas expedições subaquáticas. Geralmente, nos momentos de baixo d’água, são utilizadas câmeras grandes angulares.
Este tipo de câmera, com maior campo de visão, permite colocar tudo o que quiser mostrar em uma só imagem. Por esse motivo, as grandes angulares também são ótimas companheiras das expedições subaquáticas.
As expedições subaquáticas são sempre acompanhadas por profissionais treinados e que possuem autorização para realizar os mergulhos.
As regras são: não se pode tocar nos animais; não é dado a garantia de que as sucuris serão encontradas (por não serem animais cativos ou habituados); a equipe que decide o momento de deixar o animal ir embora; se notarem que a sucuri está cansada ou irritada, a aventura é abortada.
Daniel deixa claro que a legislação ambiental do Brasil prevê punições para aquelas pessoas que perseguem, capturam ou molestam animais silvestres. O biólogo garante que as expedições subaquáticas para ficar cara a cara com as sucuris são acompanhadas por guias capacitados e habilitados.