Um relatório da Polícia Militar indica que o Primeiro Comando da Capital (PCC) determinou a tortura e a morte do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, encontrado morto na região metropolitana de São Paulo. O documento aponta cinco integrantes da facção envolvidos diretamente no crime, sendo três identificados como mandantes e dois como executores.
Segundo as informações reunidas pela PM, o crime teve início após uma discussão ocorrida na quarta-feira (7), em uma adega localizada na comunidade Horizonte Azul, na zona sul da capital. O policial, que estava de férias, teria ido ao local para visitar familiares quando advertiu um traficante que consumia cocaína dentro do estabelecimento.
O traficante deixou o local, mas comunicou o ocorrido a membros do PCC. A partir disso, líderes da facção na zona sul teriam se reunido e decidido pela execução do policial, apontado como uma ameaça às atividades do tráfico por ser agente de segurança pública e circular pela comunidade.
De acordo com a investigação, a ordem para matar o cabo partiu de três chefes do PCC, e a execução teria sido realizada por outros dois integrantes da facção, possivelmente na quinta-feira (8). O grupo teria roubado a arma do policial, levado Fabrício para o interior de um bar e, em seguida, cometido o assassinato.
Imagens de câmeras de segurança mostram o veículo do policial circulando pela comunidade e sendo seguido por outro carro. O automóvel de Fabrício foi localizado carbonizado no dia seguinte, em uma área de mata em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
O corpo do policial foi encontrado no domingo (11), enterrado em um sítio em Embu-Guaçu, também na região metropolitana, após buscas com cães farejadores. A identificação foi confirmada nesta segunda-feira (12) pela Polícia Técnico-Científica.
Um laudo preliminar indicou que a vítima apresentava sinais de tortura e traumatismo craniano, apontado como a causa da morte. Exames complementares ainda serão realizados para detalhar as circunstâncias do óbito.
A Polícia Civil segue responsável pela investigação e, até o momento, não solicitou à Justiça a prisão dos suspeitos. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.