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Polícia Federal destrói 29 embarcações usadas em garimpo ilegal no Rio Madeira

Ação conjunta da PF e do Ibama mira estrutura de extração em larga escala e prende dois suspeitos em flagrante

João Victor Rodrigues

11/02/2026 7h06

Foto: PF

Uma ofensiva contra o garimpo ilegal no leito do Rio Madeira resultou na inutilização de 29 embarcações e na prisão de dois suspeitos em Porto Velho (RO). A Policia Federal, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaveis (Ibama), deflagrou nesta terça-feira (10/2) a Operação Iterum, voltada à repressão da extração clandestina de ouro e de outros crimes ambientais na região.

Durante as diligências, os agentes identificaram dragas, balsas e motores de médio e grande porte empregados na atividade ilícita. Segundo os órgãos envolvidos, a estrutura encontrada indica organização e capacidade operacional superior ao garimpo artesanal, com indícios de atuação sistemática.

Como não havia viabilidade logística para remoção dos equipamentos, as equipes procederam à inutilização das embarcações e motores no próprio local, conforme os protocolos legais aplicáveis. Também foram apreendidos celulares com os suspeitos, recipientes contendo mercúrio — substância tóxica amplamente utilizada no processamento ilegal do ouro — e uma arma de fogo irregular.

Dois homens flagrados na área foram presos e encaminhados à unidade da Polícia Federal em Rondônia, onde permaneceram à disposição da Justiça. Eles poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da União, porte ilegal de arma e associação criminosa, entre outros delitos que venham a ser confirmados no curso das investigações.

O garimpo ilegal no Rio Madeira tem provocado impactos ambientais expressivos, como desmatamento, assoreamento e contaminação por mercúrio, além de afetar comunidades indígenas e ribeirinhas que dependem diretamente do rio para subsistência.

A Operação Iterum dá sequência às ações Leviatá, Boiúna e Hefestos, que também miraram atividades clandestinas na mesma região. As investigações seguem para identificar financiadores, operadores logísticos e integrantes da cadeia de comercialização do ouro extraído ilegalmente na Amazônia Legal.

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