A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu, nesta quarta-feira (3), dois mandados de busca e apreensão em Dourados (MS) contra investigados por envolvimento em um esquema bilionário de investimentos falsos em criptomoedas.
As diligências fazem parte da Operação Edbox, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal. Além de Dourados, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária em São Paulo (SP), Guarujá (SP), Boa Vista (RR), Curitiba (PR) e Entre Rios (BA).
De acordo com a polícia, as vítimas eram atraídas por um suposto “doutor em economia”, que indicava a aplicação de recursos na plataforma virtual Edbox, com a promessa de altos rendimentos. Após investir, os usuários eram impedidos de sacar os valores e orientados a pagar uma caução de 5% para liberar os saques. Os criminosos alegavam que a plataforma estava bloqueada por uma força-tarefa da Polícia Federal. Pouco depois, o site saiu do ar, deixando milhares de prejudicados.
No Distrito Federal, uma das vítimas registrou perda de R$ 450 mil. Em um site de reclamações, a investigação localizou mais de 400 denúncias de pessoas lesadas.
As apurações apontam que o esquema era liderado por cidadãos chineses residentes no centro de São Paulo, que cooptavam brasileiros para organizar grupos em aplicativos de mensagens. Nessas comunidades virtuais, os golpes eram aplicados, monitorados pelos líderes e recompensados em criptomoedas.
O dinheiro obtido era lavado por meio da compra de criptomoedas, créditos de carbono e exportação de alimentos de Boa Vista (RR) para a Venezuela. Uma única empresa ligada ao grupo movimentou mais de R$ 1 bilhão em 2024.
Os investigados responderão por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.