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Operação desarticula quadrilha que furtava cargas de trens no interior de SP

Operação Ouro Branco cumpre mandados contra grupo que atuava em esquema estruturado de desvio e revenda de mercadorias

João Victor Rodrigues

17/03/2026 10h46

Foto: DEIC

O Departamento Estadual de Investigações Criminais deflagrou, na manhã desta terça-feira (17), a Operação Ouro Branco para desmantelar uma organização criminosa especializada no furto de cargas ferroviárias no município de Aguaí, no interior paulista.

A ação é conduzida pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas e mobiliza 29 policiais civis e 10 viaturas. Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão.

De acordo com as investigações, o grupo atuava no desvio de cargas de farelo de soja e açúcar transportadas por trens com destino ao Porto de Santos. A concessionária afetada é a Ferrovia Centro-Atlântica.

Esquema dividido em quatro frentes

Segundo o Deic, a organização operava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre diferentes núcleos.

A chamada “equipe de vandalismo” era responsável por sabotar os trens, utilizando ferramentas para cortar mangueiras de ar — o que provocava a redução da velocidade das composições — além de romper lacres e abrir compartimentos para despejar a carga na linha férrea.

Na sequência, a “equipe de coleta” recolhia os produtos jogados na via, realizava o ensacamento e transportava o material para áreas de mata próximas.

Já a “equipe de intermediários” cuidava da logística, pagando valores entre R$ 10 e R$ 15 por coletor, além de transportar e armazenar a carga em residências e sítios utilizados como pontos de ocultação.

Por fim, a “equipe de receptores” ficava encarregada de dar aparência legal ao produto. O açúcar, por exemplo, era limpo, reembalado em sacarias novas e comercializado com notas fiscais fraudulentas para reinserção no mercado.

Prejuízo milionário

As investigações apontam que o esquema causava prejuízos milionários anuais, com a carga furtada sendo armazenada em galpões e posteriormente revendida.

A Polícia Civil segue com as diligências para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento da cadeia de distribuição dos produtos desviados.

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