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Operação da PF mira esquema de IPTV ilegal e apreende R$ 1,7 milhão e veículos de luxo

Mandados foram cumpridos em quatro estados para investigar venda clandestina de TV por assinatura

João Victor Rodrigues

11/03/2026 7h12

Foto: PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (10) a fase ostensiva da Operação Bucaneiros, que investiga um esquema de comercialização ilegal de sinal de televisão por protocolo de internet (IPTV).

A ação tem como objetivo combater crimes de violação de direitos autorais, associação criminosa, lavagem de dinheiro e delitos contra as relações de consumo.

Ao todo, mais de 70 policiais federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As ordens foram executadas em quatro estados:

  • 9 mandados na Grande Vitória, no Espírito Santo
  • 1 em Cabo Frio
  • 2 em Indaiatuba
  • 1 em Brasília
  • Esquema de TV ilegal

De acordo com as investigações, os suspeitos são apontados como responsáveis por fornecer acesso ilegal a conteúdos audiovisuais protegidos por direitos autorais, como canais de TV por assinatura, séries e filmes, sem autorização dos detentores dos direitos.

O acesso aos conteúdos era realizado por meio de computadores, smartphones, smart TVs, tablets e aparelhos do tipo TV Box, equipados com aplicativos que captavam e decodificavam sinais transmitidos ilegalmente.

Apreensões

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam:

  • cerca de R$ 1,7 milhão em dinheiro
  • 8 veículos de luxo
  • 1 motocicleta
  • 22 celulares
  • notebooks, discos rígidos (HDs) e documentos
  • relógios de alto valor
  • um computador usado para hospedar o site ilegal

As investigações também identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos, que não possuíam registro formal de emprego ou empresa.

Riscos aos usuários

Segundo a Polícia Federal, além da ilegalidade, os serviços clandestinos de IPTV também podem representar riscos à segurança digital dos usuários, que podem ter dispositivos infectados por malwares e ficar expostos ao roubo de dados pessoais e bancários.

Os investigados poderão responder por violação de direitos autorais, comercialização ilegal de sinal de TV por internet, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra as relações de consumo, entre outros delitos que ainda podem ser identificados no decorrer das apurações.

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