Uma mulher de 36 anos foi presa indevidamente em Goiânia após ser confundida com a irmã gêmea, alvo de um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal. O caso veio à tona após a vítima passar dois dias detida até que o equívoco fosse reconhecido em audiência de custódia.
Identificada como Lucilene, a mulher foi abordada por policiais militares em cumprimento a uma ordem judicial que, embora trouxesse seu nome no cabeçalho, detalhava como alvo a irmã gêmea univitelina, Luciene. O mandado havia sido expedido no dia anterior por um juiz federal em Gurupi (TO), com base em condenação de 18 anos por extorsão mediante sequestro e associação criminosa.
Após a prisão, Lucilene foi encaminhada à Central de Flagrantes da Polícia Civil de Goiás e, posteriormente, transferida para a Casa de Prisão Provisória, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde permaneceu ao longo do fim de semana.
Durante a audiência de custódia, a juíza Letícia Silva Carneiro de Oliveira reconheceu o erro na identificação e determinou a imediata soltura da mulher. O Ministério Público de Goiás também se manifestou favoravelmente à liberação.
Apesar do reconhecimento da falha, a Justiça determinou que Lucilene seja monitorada por meio de tornozeleira eletrônica. O caso levanta questionamentos sobre a checagem de identidade em cumprimentos de mandados judiciais e possíveis responsabilidades pelo erro.