A viúva da vereadora Marielle Franco (PSOL), Mônica Benício, cobrou neste domingo (9) providências do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, após a divulgação da morte de Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como chefe da milícia “Escritório do Crime”, suspeita de envolvimento no assassinato da parlamentar, em março de 2018.
Ao compartilhar a notícia da morte de Nóbrega no Instagram, ela escreveu “Moro, cadê o Queiroz?”, em referência a Fabrício Queiroz, amigo de Nóbrega e ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
PSOL quer esclarecimentos
O PSOL informou, por meio de nota, que sua executiva nacional está em busca de esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do ex-policial militar.
“A Executiva Nacional do PSOL (…) solicitará uma audiência com a Secretaria de Segurança Pública daquele Estado (Bahia) para obter maiores informações, uma vez que Adriano da Nóbrega era peça-chave para revelar os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson”, afirmou.
Segundo a nota, o PSOL ficou sabendo pela imprensa que Adriano da Nóbrega tinha sido morto pela polícia. “Avaliaremos medidas que envolvam autoridades nacionais. Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade”.
Destaque no Twitter
A morte de Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como “capitão Adriano”, está entre os assuntos mais comentados no Twitter deste domingo (9). Há pouco, o tema “Adriano da Nóbrega” aparecia como quinto mais comentado no Brasil na rede social.
Nóbrega foi morto em uma troca de tiros com a polícia na manhã deste domingo, em Esplanada, no interior da Bahia. Foragido desde janeiro do ano passado, ele é apontado como chefe do “Escritório do Crime”, milícia suspeita pelo assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Adriano trabalhou no 18º Batalhão da PM com Fabrício Queiroz, o ex-assessor de gabinete de Flávio Bolsonaro, investigado por lavagem de dinheiro no esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
A ligação do miliciano com o caso Marielle fez subir na rede a suspeita de que a morte foi “queima de arquivo”.
“Queima de arquivo? Mais uma tentativa de obstrução da justiça? Quem mandou matar a nossa companheira? Exigimos respostas”, apontou a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP). O tema “Queima” é o sexto mais comentado na rede social.