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Médica vende churrasco para se manter após a saída de Cuba do programa Mais Médicos 

Enquanto não pode trabalhar com medicina, ela segue na esperança

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Da Redação
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Depois da saída de Cuba do programa Mais Médicos, médica cubana Maydelkis Ferrer vende espetinho há três anos para conseguir se manter.

Maydelkis é natural da cidade de Morón, que fica na província Ciego de Ávila, em Cuba e hoje, mora em Jacobina, no norte da Bahia, e não pretende ir embora do Brasil. 

A médica se casou com um baiano no ano passado, com quem divide a vida e a nova ocupação. Ela lembra que quando chegou em terras brasileiras, em agosto de 2016, passou cerca de 60 dias em Brasília, em acolhimento pelo programa Mais Médicos. A médica conta ainda que trabalhou junto com outras quatro cubanas, em várias unidades de saúde da cidade, inclusive substituindo médicos brasileiros quando eles saíam de férias.

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Adaptada na cidade, Maydelkis lembra que não foi difícil se adequar ao local. Para ela, os baianos são receptivos. Apesar da hospitalidade baiana, a médica fala também sobre o preconceito que os profissionais cubanos sofreram, além dos ataques de xenofobia.

Depois que o governo de Cuba decidiu sair do programa em novembro de 2018, citando “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, Maydelkis chegou a voltar para seu país.

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Enquanto segue trabalhando como ambulante, Maydelkis mantém a esperança de voltar a trabalhar como médica no Brasil.




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