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Justiça condena hospital a pagar R$ 1 milhão após troca de bebês

Casais descobriram erro quase três anos após os nascimentos, depois de exames de DNA apontarem incompatibilidade genética

João Victor Rodrigues

20/05/2026 7h37

Foto: arquivo pessoal

A Justiça de Goiás condenou o Hospital da Mulher de Inhumas ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais aos pais de dois meninos trocados na maternidade logo após o nascimento, em 2021. A decisão, proferida em primeira instância, ainda pode ser contestada por meio de recurso.

A indenização fixada pela Justiça prevê o pagamento de R$ 250 mil para cada um dos quatro pais envolvidos no caso. A troca só foi descoberta em novembro de 2024, quando um dos homens passou a desconfiar da paternidade da criança que criava havia cerca de três anos. Exames de DNA realizados posteriormente confirmaram que os bebês haviam sido entregues às famílias erradas.

Segundo os relatos das famílias, os meninos nasceram no dia 15 de outubro de 2021, com intervalo de apenas 14 minutos entre os partos. Após o primeiro exame genético indicar incompatibilidade, um laboratório solicitou contraprova. Em seguida, o outro casal também realizou testes, que confirmaram o erro ocorrido na unidade hospitalar.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás concluíram que os recém-nascidos foram identificados corretamente no hospital, mas houve falha no momento da entrega das crianças às famílias. Conforme o relatório assinado pelo delegado Miguel da Mota Leite Filho, a troca ocorreu por erro de uma técnica de enfermagem. Apesar disso, a autoridade policial pediu o arquivamento do caso ao entender que a situação não configurou crime.

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