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Irmãos são resgatados em floresta depois de 26 dias sem comer no AM

Glauco e Gleison foram dados como desaparecidos desde o dia 15 de fevereiro, quando saíram para caçar passarinhos

Redação Jornal de Brasília

17/03/2022 9h20

Foto: Reprodução

Após 26 dias perdidos na floresta amazônica, sem comida e bebendo apenas água da chuva, duas crianças de 7 e 9 anos foram resgatadas. Os garotos moram na cidade de Manicoré (AM). Na quarta-feira, 16, eles foram encaminhados para a capital do estado, Manaus, para receberem tratamento especializado.

Identificados como Glauco e Gleison, os garotos foram dados como desaparecidos desde o dia 15 de fevereiro, quando saíram para caçar passarinhos na área rural do munícipio de 56 mil habitantes.

Um homem que cortava lenha na floresta achou os irmãos e chamou as autoridades.

Os meninos chegaram à cidade em uma embarcação e tiveram uma recepção composta por uma multidão. Ambos estavam cobertos para evitar que fossem registrados, e apresentavam um estado severo de desnutrição, o que preocupou as equipes médicas do município.

Veja o momento em que eles foram recebidos abaixo.

“As crianças chegaram com um quadro de desnutrição grave e quadro de desidratação grave. Esse quadro acaba agravando a questão renal deles. Eles chegaram com uma insuficiência pré-renal por falta de ingestão adequada de líquidos e também com um quadro de infecção generalizada, com muitas lesões em pele”, explicou a médica Suzy Serfaty através.

De acordo com a profissional, é Glauco, o mais novo, que apresenta um quadro mais preocupante, com um desequilíbrio eletrolítico. Embora estivessem com os problemas de saúde, os meninos estavam consciente e falaram que estavam com fome quando foram recebidos no Hospital Regional de Manicoré.

“Segundo Gleison, o mais velho, eles não comeram nada neste período, somente tomaram água da chuva. Não encontraram nenhum rio por lá, não tinham como se alimentar. É difícil para eles entenderem que não podem comer um pedaço de bolo ou peixe, como eles querem. Por causa do período em que eles ficaram sem se alimentar, eles não podem receber agora uma dieta com caloria aumentada”, disse a médica.

Suzy também explicou que as crianças passam por apoio psicológico e estão com exames laboratoriais apresentando melhoras.

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