Equipes do Instituto Biopesca encontraram 135 pinguins mortos nas praias da Bacia de Santos, no litoral de São Paulo, apenas na primeira semana de setembro. Segundo a entidade, que conduz um projeto de monitoramento em parceria com a Petrobras, somente na segunda-feira (08/09/2025) foram localizados 30 animais — a maioria em Itanhaém, mas também em Peruíbe e Praia Grande.
As aves são da espécie pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus), que nesta época do ano realiza seu ciclo migratório, deixando colônias na Patagônia, na Argentina e no Chile, em busca de águas mais quentes na costa brasileira. Durante esse período, é comum que ocorram mortes relacionadas à desnutrição, desidratação e ao emalhe em redes de pesca. A frente fria que atingiu o litoral no início do mês também é considerada uma hipótese.
O dia 1º de setembro foi o que registrou o maior número de ocorrências, com 71 animais encontrados. Apesar do volume, o Instituto Biopesca afirma que os números ainda estão dentro da normalidade para o período migratório. Todos os animais estavam em estado avançado de decomposição, o que dificulta a determinação da causa da morte.
Orientações ao encontrar pinguins nas praias
O Instituto Biopesca reforça que, ao avistar um pinguim vivo na praia, é necessário acionar imediatamente os órgãos ambientais. Também é importante:
- Manter distância e evitar o contato direto;
- Afastar pessoas e animais domésticos;
- Não colocar os animais na água, em geladeiras ou freezers, já que eles costumam estar com a temperatura corporal baixa;
- Não alimentar nem tocar nos pinguins.