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Igreja mexicana cobre figuras femininas para destacar violência contra mulheres

As imagens da Virgem Maria e de santas de uma paróquia da Cidade do México foram cobertas com mantas com a intenção de chamar a atenção para a violência sofrida pelas mulheres

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Foto: AFP
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As imagens da Virgem Maria e de santas de uma paróquia da Cidade do México foram cobertas com mantas com a intenção de chamar a atenção para a violência sofrida pelas mulheres, embora um representante da Igreja católica tenha esclarecido que não apoia a demanda de direito ao aborto.

Situada em um bairro da capital, a Igreja de São Cosme e São Damião decidiu retomar a tradição católica de cobrir na Quaresma todas as imagens e esculturas religiosas com mantos roxos. Este ano, porém, foram recobertas apenas as figuras femininas.

“Estão cobertas para que nossa atenção se concentre no que está acontecendo com a mulher” no México, disse à AFP o subdiretor de rádio e televisão da Arquidiocese do México, José de Jesús Aguilar Valdez.

foto: AFP

Dentro da Igreja, “há machismo, há discriminação em relação às mulheres, dentro da Igreja há omissões em relação à mulher e dentro da Igreja há uma educação que nem sempre permite que as mulheres consigam enfrentar este problema”, disse Aguilar.

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Ele esclareceu, contudo, que essa manifestação não tem qualquer bandeira partidária.

“Não segue nenhuma marcha em favor do aborto e nenhum grupo. É apenas uma tomada de consciência para uma transformação do que está acontecendo em nossa sociedade”, afirmou, apontando que as mulheres que trabalham na paróquia vão se unir à grande marcha das mulheres na próxima segunda-feira.

As mulheres mexicanas se preparam para marchas multitudinárias pelo 8 de Março, domingo, em diferentes cidades do país, e para a jornada do dia seguinte, intitulada #Undíasinnosotras (#UmDiaSemNós).

foto: AFP

Entre 2015 e 2016, os feminicídios dispararam 136% no México. Recentemente, dois assassinatos brutais na Cidade do México – o de uma jovem de 25 anos esfaqueada e esfolada por seu parceiro, assim como o de uma menina de sete anos, vítima de abuso sexual e depois assassinada – abalaram o país.

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Agence France Presse

 

 




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