Depois de 12 anos da morte do pai, assassinado em Registro (SP), Leandro Rodrigues, de 28 anos, conseguiu pistas que levaram a localização do suspeito de cometer o crime. O homem estava foragido da Justiça. Após entregar as informações à polícia e à Guarda Municipal, o suspeito foi preso.
Quando o crime aconteceu, em 2010, Leandro, que trabalha como líder de produção, era adolescente e seu pai tinha 38 anos. Na época, a vítima estava indo registrar um boletim de ocorrência contra o suspeito, que o agrediu anteriormente e já o ameaçou de morte. Elder Alves foi atingido por dois tiros a poucas quadras do distrito policial. Um dos disparos atingiu seu coração e ele não resistiu.
O líder de produção, em entrevista ao g1, afirma que o suspeito estava foragido desde então, no entanto, ele nunca desistiu de localizá-lo.
“Depois do crime, uma policial me orientou a nunca deixar de ir atrás do assunto no Fórum. Aí, eu consegui um estágio lá, depois de um tempo, achando que, trabalhando lá, tudo iria dar certo, que conseguiria fazer irem atrás do cara, ficarem em cima do caso, mas nada disso aconteceu. Eu vi o processo dele guardado na prateleira, e nada de pistas, então, resolvi ler para ir atrás de mais informações do suspeito”, contou.
Entretanto, no processo existiam fotos do pai dele depois de ser baleado, o que o abalou Leandro, e fez com que ele deixasse a cidade de Registro após um tempo. Porém, mesmo morando em outro município, o líder de produção não deixou de tentar encontrar mais pistas do suspeito.
Durante uma pesquisa na internet, Rodrigues descobriu que o suspeito abriu uma empresa em seu nome, na cidade de Aracaju (SE), mas deu um telefone de Curitiba (PR).
“Eu liguei na polícia de Aracaju, confirmaram que era ele [o dono], e aí, passei a investigar mais a parte de Curitiba. Fiz um PIX para o CNPJ dele, e apareceu o nome dele. Depois, fiz um PIX para o número de celular dele que consegui, e apareceu o nome da mulher dele”, afirmou.
Leandro conseguiu encontrar a mulher do réu nas redes sociais, e em seguida, o perfil do suspeito. Nele, identificava que ele estava vivendo na Fazenda Rio Grande, no Paraná. “Eu consegui falar com a inteligência da Polícia Civil e da Guarda Municipal, e um policial, que era amigo da esposa dele [suspeito] nas redes sociais, também ajudou a localizar eles, e os guardas conseguiram prender o acusado”, disse.
“A prisão dele é um alívio. Agora, finalmente, ele vai pagar pelo que fez. Na minha vida toda, eu nunca desisti, nunca deixei de procurar ele, e o que me deu força para isso foi o amor que tinha pelo meu pai. Ele era tudo para mim. Foi muito difícil todos esses anos procurá-lo [suspeito], porque ele nunca deu pista de nada. Parece que Deus foi me mostrando o caminho, a hora certa, e felizmente, ele acabou se precipitando em abrir essa empresa no nome dele”, desabafou.
A Polícia Civil no Paraná confirmou a prisão do suspeito, e que ele foi detido pela Guarda Municipal de Fazenda Rio Grande, por cumprimento de mandado de prisão. Além disso, informou que a investigação está a cargo da Polícia Civil em São Paulo.