Um empresário de 53 anos passou dois dias em cativeiro e teve cerca de R$ 220 mil roubados após ser sequestrado no bairro Cidade Tiradentes, no extremo leste de São Paulo, no último domingo (18). O crime teve início a partir de um golpe aplicado por meio de um aplicativo de relacionamentos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima conheceu uma mulher no Badoo e, após cerca de um mês de conversas, os dois combinaram um encontro. A mulher, que se identificava como Dayane, forneceu um endereço onde supostamente morava.
Ao chegar ao local combinado e aguardar dentro do carro, o empresário foi abordado por dois homens, um deles armado com um revólver. Segundo o relato, os criminosos afirmaram que queriam apenas o dinheiro e que não fariam mal à vítima. Um dos suspeitos assumiu a direção do veículo, enquanto o empresário foi colocado no banco traseiro sob a mira da arma.
Após cerca de 20 minutos de deslocamento, o grupo parou próximo a uma igreja, onde um terceiro homem entrou no carro. Em seguida, os sequestradores decidiram o local do cativeiro. O empresário passou a noite de domingo e a segunda-feira em um imóvel de dois andares em construção. Após reclamações de uma moradora do térreo sobre a movimentação no local, os criminosos transferiram a vítima para um segundo cativeiro, situado no interior de uma comunidade.
Durante o período em que permaneceu sequestrado, o empresário relatou que recebeu alimentação básica, como pizza e pão, comprados pelos próprios criminosos. Antes de ser libertado, ele conseguiu pegar um cartão bancário e um chip pré-pago pertencentes a um dos suspeitos que atuava como vigia.
O nome que constava no cartão era “Cesar Henrique F. Freitas”. Após consulta ao sistema policial, os agentes chegaram à identidade de Fernando Henrique Ferreira de Freitas, reconhecido pela vítima por meio de fotografia.
O empresário foi liberado com o veículo por volta das 9h de terça-feira (20). No entanto, os criminosos ficaram com o celular da vítima e conseguiram subtrair aproximadamente R$ 220 mil por meio de transações bancárias.
O caso foi registrado como extorsão mediante sequestro no 16º Distrito Policial, e segue sob investigação da Polícia Civil.