Um empresário que atuava no ramo de instalação de câmeras de segurança em Pires do Rio, no sudeste de Goiás, foi condenado a mais de sete anos de prisão por utilizar equipamentos instalados em casas de clientes para espionagem clandestina. A sentença, divulgada nesta semana, reconheceu a prática de crimes relacionados à captação ilegal de imagens íntimas e ao acesso não autorizado a sistemas de monitoramento.
As investigações tiveram início após uma mulher descobrir que havia sido filmada sem consentimento dentro de casa. Segundo o Ministério Público de Goiás, a vítima foi procurada pela ex-esposa do empresário, que apresentou um vídeo encontrado no celular do ex-marido. Após tomar conhecimento das imagens, a mulher registrou ocorrência policial em janeiro de 2026, dando origem à apuração do caso.
A análise do aparelho celular apreendido revelou que o condenado mantinha acesso remoto a 91 sistemas de câmeras pertencentes a clientes. Conforme apontado pelo Ministério Público, o monitoramento era realizado sem autorização dos proprietários dos imóveis. Em um dos casos investigados, o contrato de instalação previa equipamentos em diversos cômodos da residência, inclusive em um quarto, o que permitiu a captação indevida de imagens privadas.
Pela decisão judicial, o empresário foi condenado pelos crimes de produção de pornografia infantil, interceptação ilegal e registro não autorizado de imagens íntimas. A pena fixada foi de 7 anos e 4 meses de reclusão, além de 7 meses de detenção em regime fechado e pagamento de multa. A ex-esposa dele também foi condenada por armazenar o material ilícito durante aproximadamente três anos, recebendo pena de um ano de reclusão em regime aberto, posteriormente convertida em restrições de direitos.