Desaparecida desde 19 de dezembro do ano passado, Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi encontrada morta nesta quarta-feira (21), em Bauru, no interior de São Paulo. O corpo foi localizado em um poço desativado dentro da propriedade onde a vítima morava, na região do Rio Verde.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), no local foram apreendidos documentos pessoais e um cartão bancário em nome da idosa. Exames foram solicitados ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico Legal para confirmar oficialmente a identidade e auxiliar no esclarecimento das circunstâncias da morte.
Durante pouco mais de um mês, as buscas mobilizaram equipes policiais e incluíram escavações e até a demolição de um imóvel existente no sítio onde Dagmar residia. O caso é apurado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru, que investiga os crimes de latrocínio e ocultação de cadáver.
De acordo com a Polícia Civil, Dagmar morava sozinha no sítio, enquanto um casal de caseiros, identificado como Paulo e Daniela, residia em outra casa na mesma propriedade. No curso das investigações, os agentes constataram que o veículo da vítima havia desaparecido e que os caseiros deixaram o local de forma repentina.
A polícia informou que o casal saiu do imóvel de maneira abrupta, deixando a residência em desordem e com sinais de abandono, o que reforçou a linha investigativa. Em 22 de dezembro, data do registro do boletim de ocorrência, o carro da idosa foi localizado em Tatuí, a cerca de 200 quilômetros de Bauru.
As investigações apontaram que o veículo foi trocado pelos suspeitos por uma caminhonete S10. Em seguida, eles retornaram a Bauru e realizaram uma nova negociação, trocando a caminhonete por um Astra. Diante dos indícios, a Justiça decretou a prisão temporária de Paulo e Daniela.
O casal foi preso na noite de 24 de dezembro, em Itararé, no momento em que tentava trocar o Astra por outro automóvel, um Kadett. As investigações seguem em andamento.