Uma operação da Polícia Militar da Bahia (PMBA) em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, gerou denúncias de integrantes de um terreiro de candomblé. A comunidade religiosa afirma que a incursão ocorreu sem autorização judicial e interrompeu atividades realizadas no espaço.
Segundo representantes do terreiro, fiéis foram surpreendidos com a entrada dos agentes em um ambiente considerado sagrado pelas religiões de matriz africana. Eles também relataram que uma equipe de televisão acompanhava a operação, o que ampliou a repercussão do episódio.
Em nota, a Polícia Militar informou que a operação tinha como objetivo o combate à criminalidade na região e afirmou que as circunstâncias da entrada no terreiro serão apuradas. A corporação acrescentou que, caso sejam identificadas irregularidades na conduta dos policiais, serão adotadas as medidas administrativas e disciplinares cabíveis.
O caso mobilizou lideranças religiosas, movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos humanos, que pedem uma investigação sobre a atuação policial. As organizações defendem que a apuração esclareça a legalidade da ação e assegure o respeito aos templos religiosos, diante das recorrentes denúncias de discriminação contra religiões de matriz africana.