As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, seguem sem avanços no Quilombo São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal. As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro e, após 17 dias de operação, ainda não há informações concretas sobre o paradeiro dos irmãos.
Desde o início das diligências, uma grande força-tarefa foi mobilizada na região. Atualmente, mais de 500 pessoas participam das buscas, entre agentes de segurança pública, militares, bombeiros de diferentes estados e voluntários da comunidade. As ações se concentram em áreas de mata fechada e também no Rio Mearim, que corta a região onde as crianças foram vistas pela última vez.
No fim de semana, a operação ganhou reforço com a entrada da Marinha do Brasil nas buscas fluviais. No domingo (18/1), militares realizaram varreduras com o uso de sonar. Já nesta segunda-feira (19/1), equipes percorreram cerca de 180 quilômetros ao longo do rio em novas tentativas de localização.
Em atuação conjunta, mergulhadores especializados do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão foram divididos em grupos e utilizaram duas embarcações para ampliar as buscas no trecho fluvial. Uma equipe navegou no sentido de Bacabal, enquanto a outra seguiu em direção ao município de Arari.
De acordo com dados divulgados pelo governo do Maranhão, as equipes já realizaram varreduras em uma área superior a 3.200 quilômetros quadrados, com apoio de ações terrestres, aquáticas e aéreas.
A área central das buscas foi definida a partir do relato de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças. Ele também desapareceu no dia 4 de janeiro, mas foi encontrado com vida três dias depois, e indicou o último local onde esteve com Ágatha e Allan.