A Justiça de Goiás condenou a advogada Amanda Partata Mortoza a 6 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de perseguição, extorsão e falsidade ideológica praticados contra um ex-namorado. A sentença, publicada nesta semana pelo juiz Luciano Borges da Silva, também determina o pagamento de R$ 25 mil por danos morais à vítima, em razão dos prejuízos emocionais e psicológicos causados pelas condutas atribuídas à ré.
Segundo o processo, o ex-companheiro relatou uma série de episódios de assédio, incluindo mensagens anônimas, ligações ameaçadoras e tentativas de extorsão baseadas em acusações falsas. De acordo com a investigação, Amanda teria exigido dinheiro para não divulgar denúncias inverídicas contra a vítima. Embora nenhum valor tenha sido pago, a Justiça entendeu que o crime de extorsão foi consumado no momento em que as ameaças foram feitas com o objetivo de obter vantagem financeira.
Amanda está presa desde dezembro de 2023 e também responde a uma ação penal por duplo homicídio qualificado. Ela é acusada de envenenar o ex-sogro, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e a mãe dele, Luzia Alves, de 86, após oferecer bolos de pote contaminados com uma substância tóxica. As investigações apontaram que o crime teria sido motivado por inconformismo com o término de um relacionamento mantido com o filho de uma das vítimas.
O Ministério Público sustenta que os homicídios foram praticados mediante uso de veneno, por motivo torpe e com emprego de dissimulação. Além das duas mortes, a acusação inclui duas tentativas de homicídio relacionadas a outros familiares que teriam recebido os alimentos, mas recusaram consumi-los. A defesa da advogada informou que pretende recorrer da condenação pelos crimes contra o ex-namorado e buscar sua absolvição.