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Três feridos em ataque ‘terrorista’ com faca em Londres

O primeiro, Boris Johnson, prometeu anunciar na segunda-feira “mudanças fundamentais” em relação ao tratamento dos autores de atos terroristas.

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Um ataque com faca, classificado como “terrorista”, em uma rua comercial do sul de Londres neste domingo deixou três feridos, um em estado grave, informou a polícia, que matou o agressor.

Segundo os investigadores, o motivo da agressão, classificada com ataque terrorista, é de “natureza islâmica” e seu autor vestia um colete-bomba falso.

Dois dos feridos, um homem e uma mulher, foram esfaqueados pelo agressor e o terceiro, uma mulher, foi atingido por estilhaços dos disparos feitos pela polícia contra o criminoso.

O autor do ataque, que ocorreu por volta das 14H00 (11H00 de Brasília) no bairro residencial de Streatham, estava carregando “um dispositivo preso ao corpo”, disse a polícia metropolitana, confirmando o testemunho recolhido pela AFP.

Segundo a imprensa local, o autor do ataque tinha deixado a prisão no mês passado após cumprir metade da sentença de três anos por distribuição na internet de material de propaganda terrorista da Al Qaeda.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu anunciar na segunda-feira “mudanças fundamentais” em relação ao tratamento dos autores de atos terroristas.

O governo conservador já havia divulgado um endurecimento nas leis após o ataque reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico, que deixou dois mortos no final de novembro na ponte de Londres, no centro da capital britânica.

– “Facão” e disparos –

A rua onde os eventos ocorreram foi isolada pelos agentes de segurança polícia, que mantinham os pedestres a vários metros de distância, segundo os jornalistas da AFP no local. Algumas lojas fecharam mais cedo que o normal e um helicóptero sobrevoava a área.

“Estava andando na rua e ouvi tiros, dois ou três. Todo mundo ficou parado”, disse Sean Cochrane, 44 anos, à AFP, que estava em um pub local aguardando a autorização da polícia para deixá-lo voltar para sua casa, localizada dentro do perímetro de segurança.

“Nós nunca teríamos pensado que isso poderia acontecer em Streatham, é um bairro muito seguro e com uma grande diversidade”, disse à AFP Jonathan Bartley, vereador eleito pelo partido Verde.

“É preocupante que o incidente tenha sido declarado ‘terrorista’ tão rapidamente”, acrescentou.

Gulled Bulhan, um estudante de 19 anos, declarou à agência britânica Press Association que viu o ataque.

“Vi um homem com um facão e cilindros prateados no peito sendo perseguido pelo que, eu entendi, era um oficial de polícia disfarçado, pois estava à paisana”, disse.

“Então atiraram no homem. Acho que ouvi três tiros, mas não consigo lembrar bem”, completou.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram supostas imagens do incidente, com policiais cercando um homem deitado no chão em Streatham High Road. Os agentes o retiram do local e pedem aos curiosos que se afastem da cena, enquanto vários veículos de emergência chegam ao local.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, também agradeceu a polícia e os serviços de emergência.

“Os terroristas querem nos dividir e destruir nosso estilo de vida. Em Londres, nunca deixaremos que consigam”, escreveu em um comunicado.

A capital inglesa foi cenário de vários ataques nos últimos anos. O mais recente aconteceu em 29 de novembro de 2019, quando um homem matou duas pessoas a facadas na Ponte de Londres, no centro da cidade. A polícia matou o agressor.

O autor do atentado, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), Usman Khan, de 28 anos, havia passado um período detido por terrorismo, mas ganhou a liberdade depois de cumprir metade de sua condenação. Ele estava no local do ataque para participar em um programa de reabilitação para ex-detentos.

Desde então, o governo de Boris Johnson anunciou medidas para aumentar as penas dos condenados por atos terroristas e para proibir a liberdade antecipada.

O projeto, que será examinado pelo Parlamento, prevê penas de pelo menos 14 anos por atos “terroristas”.

Também prevê um aumento do orçamento para a luta contra o terrorismo em 2020/2021 e uma ajuda imediata de 500.000 libras adicionais (586.000 euros) para a unidade responsável por apoiar as vítimas de atentados.

Agence France-Presse


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