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Secretário de Estado americano fala em ‘transição para um segundo governo Trump’

Pompeo rompeu tradições à frente da diplomacia americana ao se envolver politicamente com os esforços de reeleição de Trump

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O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, falou na tarde desta terça-feira, 10, em fazer uma “transição suave para um segundo governo Trump”, ao se negar a reconhecer a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais ou se comprometer com uma transição pacífica de poder.

“Haverá uma transição suave para um segundo governo Trump”, disse Pompeo, ao ser questionado sobre o trabalho de transição. “Nós estamos prontos. O mundo está assistindo o que está acontecendo. Nós vamos contar todos os votos. Quando o processo estiver completo haverá um eleito selecionado, há um processo, a constituição estabelece de maneira muito clara”, disse o secretário de Estado.

Pompeo rompeu tradições à frente da diplomacia americana ao se envolver politicamente com os esforços de reeleição de Trump. Nos últimos 75 anos, os secretários de Estado em exercício não participaram da convenção partidária, algo que ele fez por Trump na disputa eleitoral deste ano. Ele é visto como um dos potenciais candidatos à eleição em 2024 pelo partido republicano.

Questionado se a recusa em admitir a vitória de Biden e trabalhar com o time do democrata oferece ameaças à segurança nacional, Pompeo afirmou que “o mundo deve ter confiança” que a transição necessária será feita. “Nós faremos tudo que for necessário para garantir que o governo americano continue a ser funcional”, disse.

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“Eu estou recebendo ligações de todo o mundo. Eles entendem que isso leva tempo. Levou 37 dias a mais em 2000, tivemos uma transição bem sucedida lá, estou muito confiante que precisamos contar todo voto legal”, afirmou.

O chefe da diplomacia chamou de “ridícula” a pergunta se não é incoerente que os EUA cobrem eleições justas ao redor do mundo mas não reconheçam a derrota. “É ridículo”, repetiu Pompeo três vezes.

“Esse departamento se preocupa profundamente que as eleições sejam livres e justas ao redor do mundo. Meus funcionários arriscam a vida deles para garantir que isso aconteça. Também encontramos situações em que não está claro, nós trabalhamos para descobrir fatos, para entender se o resultado reflete a vontade do povo”, disse.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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