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‘Repulsivo ataque terrorista’ deixa três mortos no centro de Viena

“Após este terrível crime, uma segunda mulher morreu por causa dos ferimentos”, disse o prefeito da capital, Michael Ludwig, à TV pública ORF

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Pelo menos três pessoas, uma deles um dos atacantes, morreram no centro de Viena na noite desta segunda-feira (2), no que o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, chamou de “repulsivo ataque terrorista”.

“Após este terrível crime, uma segunda mulher morreu por causa dos ferimentos”, disse o prefeito da capital, Michael Ludwig, à TV pública ORF.

Pouco antes, a polícia havia informado no Twitter que tinha matado um dos atacantes.

Segundo o ministro do Interior, Karl Mehammer, “ao menos um suspeito está foragido”.

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Até o momento, os ataques não foram reivindicados.

Os primeiros disparos foram registrados às 20h locais (16h de Brasília) perto de uma grande sinagoga, que estava fechada no momento, assim como os prédios de escritórios das imediações, no coração de Viena, horas antes da entrada em vigor do confinamento decretado para frear a pandemia de covid-19.

“Vários suspeitos armados com fuzis” realizaram este ataque, segundo a polícia, que destacou que houve “seis tiroteios em diferentes pontos” da cidade.

O presidente da comunidade judaica de Viena, Oskar Deutsch, disse que os disparos ocorreram nas “imediações” da sinagoga de Stadttempel, mas acrescentou que no momento se desconhece se o templo era alvo dos atacantes.

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Segundo o prefeito, 15 pessoas foram levadas a um hospital, sete delas em estado grave.

As forças de segurança blindaram o centro da capital, segundo um fotógrafo da AFP, enquanto espectadores que tinham ido à última apresentação da ópera antes do confinamento deixaram o local escoltados.

“Nossa República vive horas difíceis”, escreveu Kurz o Twitter. “Nossa polícia age de forma contundente contra os atacantes deste repulsivo ato terrorista”.

“Não nos deixaremos intimidar jamais pelo terrorismo e combateremos estes ataques por todos os meios”, acrescentou.

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O chanceler assegurou que enquanto a polícia se concentra na operação antiterrorista, o exército protegerá importantes edifícios em Viena.

Nehammer pediu aos moradores da capital austríaca que permanecessem em casa e evitassem locais públicos ou transportes coletivos.

As escolas da cidade permanercerão abertas nesta terça, mas a assistência não será obrigatória se os pais preferirirem que os filhos fiquem em casa, disse o prefeito.

– “Ato covarde” –

“Pareciam fogos de artifício, mas percebemos que eram tiros”, disse uma testemunha à TV pública ORF.

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Um dos atacantes “atirava selvagemente com uma arma automática” antes de a polícia chegar e abrir fogo, disse uma das testemunhas.

Segundo o testemunho de uma jovem, a polícia isolou o bairro. Os clientes de bares e restaurantes continuavam confinados em seu interior no meio da noite.

A Áustria não havia sofrido até agora com nenhum ataque, como os que sacudiram outros países da Europa.

O presidente francês, Emmanuel Macron, tuitou: “nós, os franceses, compartilhamos a comoção e a dor do povo austríaco”.

“Depois da França, é um país amigo que é atacado. É a nossa Europa”, acrescentou Macron, em alusão ao atentado a faca de quinta-feira na qual três pessoas – entre elas uma brasileira – perderam a vida em Nice (sul) e à decapitação de um professor dias antes por um jihadista perto de Paris.

A União Europeia condenou “com força” o “ataque terrível”, segundo um tuíte do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, referindo-se a “um ato covarde”.

“A Europa condena com força este ato covarde que viola a vida e nossos valores humanos. Meus pensamentos estão com as vítimas e os moradores de Viena, após o ataque terrível desta noite. Estamos ao lado da Áustria”, escreveu Michel, que representa os 27 membros da UE.

O chefe da diplomacia europeia, Josp Borrel, se disse “chocado” no Twitter com estes ataques. É “um ato de covardia, violência e ódio”.

“Em todas as partes do nosso continente, estamos unidos contra a violência e o ódio”, destacou pelo Twitter o presidente do Parlamento Europeu, o italiano David Sassoli.

“Não devemos ceder ao ódio, que busca dividir nossas sociedades”, reagiu o ministério alemão das Relações Exteriores após os ataques.

© Agence France-Presse




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