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Prefeitos reagem à ameaça de Trump de enviar tropas para conter atos antirracistas

Os manifestantes pedem que os agentes federais deixem o estado. Os ânimos se acirraram depois da divulgação de um vídeo que registra uma agressão

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São Paulo, SP

A ameaça do presidente Donald Trump de mandar forças federais para conter protestos em cidades como Nova York e Chicago gerou revolta de prefeitos e governadores, a maioria dos quais democratas.

No domingo (19), Trump deu a entender que enviaria mais agentes de segurança ao escrever, com ironia, que em Portland os políticos locais “estavam bem com 50 dias de anarquia”. “Nós mandamos ajuda. Olhe para Nova York, Chicago, Filadélfia. Não!”, completou.

O presidente comentava sobre uma onda de protestos contra a violência policial em Portland, na região oeste do país. A cidade teve novas cenas de confronto na noite de segunda (20).

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Os manifestantes pedem que os agentes federais deixem o estado. Os ânimos se acirraram depois da divulgação de um vídeo que registra uma agressão.

Nele, um homem questiona os agentes federais que estão vigiando um monumento e acaba agredido com golpes de cassetete e spray de pimenta. Os policiais não tinham identificação.

Nesta terça (21), o prefeito Bill de Blasio disse que poderá levar a questão para a Justiça se Trump insistir em enviar tropas federais para Nova York. “Esse presidente blefa e diz que fará coisas que nunca se materializam, então não devemos superestimar suas declarações, elas frequentemente não são verdade”, ironizou Blasio.

Em Chicago, outra polêmica: a cidade deve receber 150 agentes federais do Departamento de Segurança Nacional, segundo a imprensa local.

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Esse setor também é ligado ao combate à imigração ilegal, o que gerou temores de que a operação pretenda na verdade buscar estrangeiros, já que Trump usa o combate à imigrantes como tema de campanha. Cidades como NY e Chicago dão mais proteção a estrangeiros em situação irregular do que outras partes do país.

“Não queremos agentes federais sem identificação pegando pessoas na rua e prendendo. Eu penso, de modo ilegal”, disse a prefeita Lori Lightfoot na segunda (25), em referência ao que ocorreu em Portland.

Trump tem feito ataques e ameaças ao manifestantes antirracistas desde o início da onda de protestos que surgiu após um policial branco sufocar e matar George Floyd, um homem negro, em 25 de maio.

Após a morte de Floyd, houve protestos em quase todas as grandes cidades dos Estados Unidos. Trump ameaçou enviar as Forças Armadas para conter os atos, mas sofreu resistência do Departamento de Defesa. Também disse que os manifestantes identificados com o antifascismo seriam considerados terroristas.

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No fim de junho, o presidente assinou uma ordem executiva para aumentar a punição contra a depredação de estátuas, que viraram alvo dos protestos antirracistas. O envio das tropas a Portland ocorreu como consequência desse decreto.

A Procuradoria-Geral de Portland entrou com uma ação contra as agências federais pedindo a retirada das forças, alegando que houve detenções sem causa justificada. Deputados democratas exigiram investigações sobre os abusos dos agentes na contenção dos protestos na cidade.

No domingo (19), cerca de 1.500 manifestantes se reuniram em frente ao tribunal de Justiça federal em Portland, pedindo para as tropas federais deixarem a cidade.

Quando os manifestantes começaram a derrubar partes de uma cerca colocada ao redor do prédio, os agentes responderam com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.

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Trump segue irredutível e defende que as forças federais fizeram um trabalho fantástico em um curto período de tempo, e sem problemas. “Eles pegam um monte de pessoas e prendem os líderes. Esses são anarquistas”, disse.

“Os democratas de esquerda radical, que controlam [Joe] Biden totalmente, vão destruir o país que conhecemos. Coisas más inimagináveis poderão acontecer na América”, tuitou Trump no domingo.

Outros setores do governo federal deram sinais de que não pretende recuar dessa política. “O departamento não irá abandonar suas responsabilidades. Não estamos escalando [a violência], estamos protegendo”, afirmou o secretário de Segurança Nacional, Chad Wolem, entrevista ao canal Fox News.

As informações são da FolhaPress




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