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OMS: reabertura de economias sem controle do coronavírus é receita para desastre

O líder da OMS citou algumas medidas que as sociedades devem tomar para conter o contágio, entre elas evitar a realização de grandes eventos, proteger grupos sociais vulneráveis e manter conscientização da população

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou apoio ao processo de relaxamento das medidas de distanciamento social impostas pela covid-19, desde que elas ocorram em conformidade com a queda no número de casos da doença. “Reabertura sem controle do coronavírus é uma receita para desastre”, alertou, durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 31, em Genebra, na Suíça.

Tedros destacou que a entidade acredita na importância de que crianças voltem às escolas e de que adultos retornem ao trabalho, mas condicionou isso a esforços de governos para salvar vidas. “Nenhum país pode simplesmente fingir que a pandemia acabou. A realidade é que esse coronavírus se dissemina rapidamente, pode ser fatal para pessoas de todas as idades e a maioria das pessoas segue suscetível”, advertiu.

O líder da OMS citou algumas medidas que as sociedades devem tomar para conter o contágio, entre elas evitar a realização de grandes eventos, proteger grupos sociais vulneráveis e manter conscientização da população. “Os governos devem fazer ações sob medida para encontrar, isolar, tester, tratar casos, além de traçar redes de contatos”, recomendou.

Tedros ainda agradeceu à União Europeia pela contribuição de 400 milhões de euros para a Covavax, programa que busca acelerar o desenvolvimento e a distribuição equitativa de uma vacina segura e eficaz contra o vírus.

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Cientista-chefe da Organização, Soumya Swaminathan acrescentou que o ideal é que a vacina contra a doença seja, pelo menos, 50% eficaz. Ela exortou que autoridades nacionais façam autorização emergenciais para uso do imunizador “de forma séria” e com cuidado.

Responsável pela resposta da entidade à pandemia, Maria Van Kerkhove disse que o vírus tem sofrido mutações, mas que elas não são suficientes ainda para ameaçar uma vacina.

Estadão Conteúdo




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