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México notifica diplomaticamente EUA por denúncias de esterilização de migrantes

O caso levou a congressista democrata Pramila Jaypal a exigir uma investigação dos fatos

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O governo do México declarou nesta segunda-feira (28) que notificou diplomaticamente os Estados Unidos para esclarecer os procedimentos médicos aplicados em migrantes, diante das denúncias de supostas esterilizações de mulheres em centros de detenção.

O Ministério das Relações Exteriores do México informou que enviou a nota diplomática “para esclarecer a situação, solicitando informações sobre as medidas de atendimento médico que os cidadãos mexicanos recebem” no centro de detenção de migrantes no condado de Irwin, Geórgia.

O governo mexicano disse que funcionários consulares entrevistaram 18 mulheres mexicanas que estão ou estiveram neste centro de detenção e que nenhuma delas “afirmou ter feito uma histerectomia”, ou seja, a retirada do útero.

Sete das mulheres questionadas afirmaram ter interagido com o médico vinculado aos procedimentos cirúrgicos.

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Outra mulher disse que foi submetida a uma operação ginecológica, embora não haja documentação em seu arquivo que comprove que ela deu seu consentimento.

As mulheres entrevistadas não negaram ter sido “vítimas de más práticas por motivos diversos”, frisou o Ministério das Relações Exteriores do México.

Em meados de setembro, a organização Project South, com sede em Atlanta, Geórgia, denunciou que pelo menos 17 mulheres migrantes foram submetidas a procedimentos de esterilização, que incluiriam a remoção de órgãos reprodutivos, sem seu consentimento ou sem terem recebido as informações necessárias.

O caso levou a congressista democrata Pramila Jaypal a exigir uma investigação dos fatos.

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A principal fonte da denúncia é uma enfermeira que trabalhava no centro de detenção de migrantes de Irwin. Na semana passada, o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, disse que o governo já investigava as denúncias e que na época estava em contato com seis mexicanas que poderiam ter sido submetidas ao procedimento.

Agence France-Presse




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