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Mark Zuckerberg teme onda de violência nos EUA após as eleições

A pandemia do corononavírus provocou o crescimento exponencial da votação por correspondência

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O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, expressou preocupação nesta quinta-feira, 29, sobre a possibilidade de uma onda de surto de violência nos Estados Unidos após as eleições de 3 de novembro.

Estou preocupado com o risco de agitação civil em todo o país, já que nossa nação está altamente dividida e os resultados das eleições podem levar dias ou semanas para serem concluídos“, disse durante uma conferência com analistas sobre os resultados trimestrais de sua empresa.

A pandemia do corononavírus provocou o crescimento exponencial da votação por correspondência, aumentando o temor de que a contagem demoraria mais do que o normal. De acordo com o Projeto Eleitoral dos Estados Unidos, centro de estudos da Universidade da Flórida, até quarta-feira mais de 81 milhões de eleitores já haviam votado. Espera-se que cerca de 150 milhões de pessoas votem nas eleições.

Nessas circunstâncias, empresas como o Facebook “devem fazer mais do que nunca” para consolidar a confiança no processo eleitoral e evitar que as plataformas sejam usadas para proclamar a vitória de um candidato ou para apelar à violência nas ruas.

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Zuckerberg lembrou algumas das salvaguardas implementadas por sua rede social, como a proibição de toda publicidade sobre questões sociais ou políticas em suas plataformas nos Estados Unidos no fechamento de assembleias de voto, para reduzir os riscos de “confusão ou abuso” durante o tempo que for necessário.

A próxima semana será um teste para o Facebook”, admitiu, ansioso por mostrar que sua empresa aprendeu as lições de 2016, quando aconteceram grandes campanhas de desinformação, algumas delas pilotadas da Rússia.

Nesta semana, a proibição de novos anúncios políticos durante os últimos sete dias de campanha gerou fortes polêmicas. O Facebook foi acusado de deixar passar anúncios da campanha Trump dirigidos aos principais estados dos EUA.

Os comentários de Zuckerberg vêm junto com o anúncio do Walmart de que estava temporariamente removendo armas e munições das prateleiras de seus supermercados. A gigante da distribuição dos Estados Unidos tomou essa precaução após violentos protestos na Filadélfia e em um contexto de fortes tensões políticas que repetidamente terminaram em atos de violência em diferentes cidades nos últimos meses.

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No centro de Washington, vários edifícios e empresas começaram a proteger portas e janelas na quarta-feira, em antecipação a eventuais manifestações após o dia das eleições de terça./AFP




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