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Investigadores divulgam primeiras informações sobre queda de avião no Irã

O relatório também informa que a tripulação do avião não chegou a fazer ligação por rádio para pedir ajuda. A equipe tentava fazer o avião voltar

Redação Jornal de Brasília

09/01/2020 8h43

A handout picture provided by the Iranian Red Crescent on January 8, 2020 shows rescue teams working at the scene after a Ukrainian plane carrying 176 passengers crashed near Imam Khomeini airport in the Iranian capital Tehran. – All 176 people on board a Ukrainian passenger plane were killed when it crashed shortly after taking off from Tehran on January 8, Iranian state media reported. State news agency IRNA said 167 passengers and nine crew members were on board the aircraft operated by Ukraine International Airlines. (Photo by HO / Iranian Red Crescent / AFP) / == RESTRICTED TO EDITORIAL USE – MANDATORY CREDIT “AFP PHOTO / HO /IRANIAN RED CRESCENT” – NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS – DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS ==

Oficiais que investigam a queda de um avião Boeing 737 em Teerã, capital do Irã, divulgaram nesta quinta-feira, 9, um relatório preliminar do acidente.

De acordo com o levantamento inicial, a aeronave foi consumida pelo fogo antes de atingir o chão. O relatório cita testemunhas que presenciaram o acidente do solo e outras que estavam em uma aeronave que sobrevoava o local.

O jato de três anos, que teve sua última manutenção programada na última segunda-feira, 6, encontrou um problema técnico, não especificado, logo após a decolagem. A aeronave desapareceu do radar a 8.000 pés (2.440 metros).

O relatório também informa que a tripulação do avião não chegou a fazer ligação por rádio para pedir ajuda. A equipe tentava fazer o avião voltar ao aeroporto Imam Khomeini, de onde saiu, quando o acidente aconteceu.

Os investigadores também divulgaram que as caixas pretas do avião foram recuperadas, embora estejam danificadas e, por isso, algumas partes da memória tenham se perdido.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse que investigadores ucranianos já chegaram ao Irã para ajudar na investigação. Ele também afirmou que pretende ligar para o presidente iraniano, Hassan Rouhani, para conversar sobre o acidente.

“Sem dúvida, a prioridade da Ucrânia é identificar as causas do acidente”, disse Zelenskiy. “Certamente descobriremos a verdade.”

O Boeing 737-800 da companhia aérea UIA voava de Teerã, capital do Irã, para Kiev, capital da Ucrânia, e transportava principalmente iranianos e iranianos-canadenses. A aeronave caiu pouco após decolar na madrugada de quarta-feira, 8, matando todas as 176 pessoas a bordo.

Muitos dos passageiros eram estudantes internacionais que frequentavam universidades no Canadá; eles estavam voltando para Toronto por Kiev, depois de visitarem a família durante as férias de inverno.

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau disse que 138 dos passageiros mortos rumavam para o Canadá. O acidente se tornou um dos piores desastres de aviação ligados ao país.

A bandeira do Parlamento em Ottawa foi hasteada a meio mastro, e Trudeau prometeu chegar ao fundo do desastre. “Saiba que todos os canadenses estão sofrendo com você”, disse ele às famílias das vítimas.

Embora a causa da tragédia permaneça desconhecida, o desastre pode prejudicar ainda mais a reputação da Boeing, que foi atingida por dois acidentes mortais envolvendo um modelo diferente do jato da Boeing, o novo 737 Max, que foi aterrado por quase 10 meses.

O alvoroço levou à demissão do CEO da empresa no mês passado. A Boeing estendeu os pêsames às famílias das vítimas e disse que está pronta para ajudar.

Estadão Conteúdo

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