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Intervenção militar é a última opção, diz Juan Guaidó

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Tácio Lorran
redacao@grupojbr.com

O líder oposicionista, Juan Guaidó, afirmou que uma intervenção militar é a última opção para derrubar o governo de Maduro, na Venezuela. “Eu não excluo a intervenção militar, porque já está muito claro o que é o regime de Maduro. Mas essa seria a última opção. Antes é pressionar como seja possível para uma transição livre”, disse em entrevista à Folha de SP, publicada nesta sexta-feira (3).

“Nós sempre oferecemos alternativas, diálogo, eleição, só que eles sempre se negam, se fecham. Por isso é que não excluo a intervenção, mas não é o modo como nós gostaríamos”, completou Juan Guaidó.

Leia mais: Guaidó pede manifestação pacífica neste sábado na Venezuela

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Sobre a rebelião de 30 de abril, o oposicionista a qualificou como pacífica e acredita que mais militares vão se juntar. “Estamos conversando, lamentavelmente não ocorreu de uma vez nesse dia, o que causa certa frustração, eu sei, porque há muita expectativa de um desenlace feliz. Mas foi um gesto nobre o desses militares que aderiram, que foram às ruas, e sabemos que haverá mais”, disse.

Ele ainda explica que não deu nenhuma entrevista ou fez alguma reportagem em televisões e jornais da Venezuela, mas mesmo assim conseguiu mobilizar muitas pessoas apenas com o vídeo divulgado na internet. “Isso mostra que a ditadura está fraca também em seu poder mobilizador pelos meios de comunicação”, argumenta. “Eles têm todos os meios tradicionais na mão e não conseguem mobilizar gente como nós”.

Em seguida, Guaidó diz que “é preciso entender que enfrentamos um regime que não duvida em assassinar jovens, que não se importa que as pessoas estejam comendo do lixo, que muitas cidades não tenham luz. É uma ditadura sanguinária e sádica. Evidentemente não vai ser simples”.

Leopoldo López

Sobre a libertação do também oposicionista Leopoldo López, Guaidó afirma que não foi preciso planejar muito. “Eu, como presidente encarregado, lhe conferi um indulto, e os agentes do Sebin [serviço de inteligência da ditadura venezuelana] acataram”, diz. Segundo ele, boa parte do Sebin já está contra Maduro.

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Desde a quarta-feira (30), López, a esposa Lilian Tintori e uma filha do casal se encontram refugiados na Embaixada da Espanha em Caracas, capital da Venezuela. “A expectativa era construir a transição [risos]. Vai tomar um pouco mais de tempo, mas para mim já é um fato”, avalia Guaidó. “Há insatisfação nas Forças Armadas? Sim, é óbvio. É o suficiente? Não. Por isso vamos seguir. Leopoldo tem a mesma convicção”.

Filha

O local da entrevista não foi divulgado pela reportagem, à pedido de Guiadó, por questões de segurança. Miranda, filha do oposicionista, faz aniversário amanhã (4). A menina completará dois anos. Ela mora no Arizona, nos Estados Unidos, junto à mãe e esposa de Guaidó, Fabiane Rosales.

Perguntado pela Folha de SP se tem medo de acontecer algo com a família, Guaidó responde que não. “Eu teria medo de ter de ir a um hospital na Venezuela, ou sair às dez da noite caminhando por Caracas. Dá medo ter minha filha aqui, e ela não poder andar de bicicleta na rua”, admite.




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