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EUA e Arábia Saudita inspecionam sistemas de GPS de armas usadas em ataque

Os EUA estão enviando mais tropas e poder de fogo militar para o Oriente Médio, mas alguns países estão esperando para ver mais evidências contra o Irã

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Especialistas em armas estão inspecionando sistemas de GPS recuperados do ataque de mísseis e drones de 14 de setembro às instalações de petróleo da Arábia Saudita em busca de evidências que possam revelar sua origem e trajetória de voo, segundo fontes familiarizadas com a investigação.

Autoridades em Riad e Washington culparam o Irã pelos ataques e estão procurando evidências disso em “armas de fogo”. Elas dizem que não podem galvanizar o apoio mundial a seu ponto de vista a menos que possam estabelecer um vínculo claro com Teerã, que negou qualquer papel nos ataques.

Os sistemas de GPS podem permitir que investigadores rastreiem os drones e mísseis até suas pistas e lançadores, que autoridades sauditas e americanas acreditam estar no Irã. Inspetores de todo o mundo – incluindo EUA, França e Nações Unidas – estão examinando peças das armas dos ataques, que temporariamente derrubaram metade da produção de petróleo saudita e abalaram a economia global.

O exame do GPS faz parte de uma investigação mais abrangente, que inclui esforços para rastrear o número de série das armas usadas nos ataques até sua origem. A investigação está avançando, enquanto Washington e Riad avaliam a resposta ao ataque.

Os EUA estão enviando mais tropas e poder de fogo militar para o Oriente Médio após o ataque. Mas alguns países, incluindo aliados europeus, estão esperando para ver mais evidências antes de poderem determinar se o Irã lançou os ataques, retardando qualquer movimento em direção a uma resposta retaliatória.

O presidente dos EUA, Donald Trump, espera usar a Assembleia Geral da ONU em Nova York nesta semana para construir uma coalizão internacional para pressionar o Irã, usando os ataques como nova evidência das ações beligerantes de Teerã na região. Ele será acompanhado na ONU pelo secretário de Estado Mike Pompeo, que passou a última semana telefonando a aliados dos EUA e viajando para o Oriente Médio para obter apoio para uma resposta unificada aos ataques. Fonte: Dow Jones Newswires.


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