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Chile supera Brasil em controle da transmissão de coronavírus, indicam cálculos

O Brasil, por sua vez, entra na 16ª semana consecutiva com a taxa de transmissão acima de 1, o que indica contágio em expansão

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Ana Estela de Sousa Pinto
Bruxelas, Bélgica

Com uma taxa de contágio que chegou a ser o dobro da brasileira em meados de maio, o Chile deixou a zona vermelha no final de junho e entrou na sétima semana com a transmissão de Covid-19 controlada, indicam cálculos do centro de controle de epidemias do Imperial College.

O Brasil, por sua vez, entra na 16ª semana consecutiva com a taxa de transmissão acima de 1, o que indica contágio em expansão (o número indica para quantas pessoas, em média, cada infectado transmite o vírus; quanto está acima de 1, significa que a velocidade de contágio é crescente).

Além do Chile, outros países sul-americanos que conseguiram baixar sua taxa de contágio para menos de 1, mas ainda não de forma continuada, foram o Equador e a Bolívia, embora a Opas (seção americana da OMS) considere que os três países ainda registram número elevado de novos casos por dia.

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O Brasil lidera, porém, os novos casos sul-americanos já ponderados pela população: foram 291 novos casos por 100 mil habitantes na quinzena encerrada nesta terça (11), enquanto o Chile registrou menos da metade (143/100 mil) e o Equador, um quarto (78/100 mil).

Em números absolutos, foram 615 mil novos casos brasileiros nesses 14 dias, 23 vezes os 27 mil chilenos e 45 vezes os 13,5 mil equatorianos.

Segundo os cálculos do Imperial College, a taxa de contágio brasileira nesta semana é de 1,01, número que havia sido obtido há três semanas, mas subiu para 1,08 nas últimas duas. Nesta segunda, a OMS também divulgou um índice acima de 1 para o Brasil (entre 1,1 e 1,5) e afirmou que os números do país não indicam alívio.

Segundo o relatório mais recente da OMS, na América do Sul todos os países têm transmissão comunitária, com exceção do Uruguai e da Guiana, que registram apenas clusters. Estão com contágio fora de controle também a Argentina (1,22), o Peru (1,11), a Venezuela (1,09) e a Colômbia (1,04).

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O Imperial College calcula a taxa com base no número de mortes reportadas, dado menos sujeito a subnotificações; como há uma defasagem entre o momento do contágio e a morte, mudanças nas políticas de combate à epidemia levam em média duas semanas para se refletirem nos cálculos.

Segundo as estimativas do centro britânico, o Brasil terá o maior número de mortes por coronavírus nesta semana, 7.460. O país lidera o número de óbitos esperados também há 16 semanas. Na Índia, são esperados 6.770 óbitos, e no México, 5.490 (os Estados Unidos não entram no relatório, pois seus dados são calculados por estado, em estudo à parte).

Com base nas mortes informadas, o Imperial College também estima a acurácia do número de casos informados pelos países. Este indicador melhorou na última semana no caso brasileiro, passando de 49% para 63% (ou seja, o país registra agora pouco menos de dois terços dos casos de Covid-19, enquanto antes registrava apenas a metade).

As informações são da FolhaPress

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